A semana para esquecer de Cristiano Ronaldo
Atacante deu show de estrelismo ao abandonar concentração de Portugal por não ir a campo
Poucas vezes um jogador do calibre de Cristiano Ronaldo protagonizou uma cena tão vergonhosa quanto a feita pelo atacante no último domingo, 27, quando Portugal venceu a Noruega por 2×1 pela Liga das Nações. Apesar da importante vitória de sua seleção, o atacante não comemorou com os companheiros e deixou o campo emburrado como uma criança mimada, insatisfeito pelo fato de ter ficado na reserva durante os 90 minutos de jogo.
A cena foi um vislumbre do turbilhão que tomaria conta da Seleção das Quinas ao longo da semana. Embora a Data FIFA, período em que os jogadores são cedidos a suas seleções nacionais, ainda incluísse duas partidas, Cristiano abandonou a concentração de Portugal na quarta-feira, 30, recusando-se a continuar com a equipe depois do que parece ter considerado uma afronta.
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O comportamento ocorreu após a coletiva de imprensa do técnico Jorge Jesus, que deixou claro que não iria ter suas ideias acerca do futebol influenciadas por jogadores. “Sou o treinador e disse ao jogador que ele não iria jogar. ‘Vou levar você para o banco. Se precisar de você por 30 minutos, você vai jogar. Se não precisar, não vai jogar.’ Nunca nenhum jogador vai mudar as minhas ideias. Nem ele, nem ninguém no futebol. Nem presidente nenhum. Nunca. Zero”, disse Jesus, conhecido por não ter papas na língua.
Horas depois, Cristiano deixou a concentração, com informações divulgadas pelo jornal espanhol Marca, apontando que nem mesmo a intervenção de Jesus e do presidente da Federação Portuguesa, Pedro Proença, foram capazes de fazer o atacante mudar de ideia. O atacante teria se sentido “traído” pelo treinador por não ter sido posto para jogar — um absurdo capricho de quem se sente dono do elenco.
Nas redes sociais, o atacante se manifestou sobre o ocorrido, afirmando que irá revelar “a verdade” no tempo que considerar adequado. “A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional, à qual sempre me dediquei. Agora é tempo de desejar boa sorte a Portugal e a todos os meus companheiros de equipa, sem exceção”, escreveu.
A novela parece indicar um fim melancólico da passagem daquele que é o maior jogador da história de Portugal, mas que já vinha tendo dificuldades de justificar sua posição devido ao fraco desempenho. Críticas a respeito de um suposto estrelismo por parte de Cristiano já haviam sido vistas durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos, com alguns especulando que mesmo os companheiros de equipe do atleta aparentavam algum mal-estar referente ao camisa 7.
Com 146 gols em 234 jogos por Portugal, Cristiano tem tudo para ser eternizado como uma lenda por direito próprio. Mas, ao que tudo indica, a falta de humildade para compreender seu atual momento vem desgastando a imagem de alguém que outrora era incontestável.






