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Após ser impedido de entrar nos EUA, árbitro da Somália é cortado da Copa do Mundo

Omar Abdulkadir Artan foi eleito o árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 jun 2026, 20h48
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O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi afastado da Copa do Mundo de 2026, que começa na quinta, 11, após ter sua entrada nos Estados Unidos negada, informou a Fifa nesta segunda, 8.

“A Fifa pode confirmar que o árbitro Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar nem arbitrar na Copa do Mundo da Fifa 2026 depois que lhe foi negada a entrada nos Estados Unidos”, declarou à AFP um porta-voz da Fifa.

A Fifa destacou que não tinha capacidade para influenciar a decisão, que, segundo afirmou, é de competência exclusiva dos Estados Unidos, um dos países-sede do Mundial, ao lado do México e do Canadá.

“A Fifa não intervém nos processos de imigração do país anfitrião, incluindo a concessão de vistos, e as autoridades a informaram de que a situação de Artan não mudará por enquanto”, afirmou o porta-voz. “Assim como em eventos anteriores da Fifa, é o governo anfitrião que determina, em última instância, quem recebe um visto e quem pode entrar em seu país.”

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Não foi esclarecido o motivo pelo qual a entrada do árbitro foi negada nos Estados Unidos.

Procurada pela AFP, a polícia de fronteira americana (CBP) explicou que “em 6 de junho, um cidadão somali chegou ao Aeroporto Internacional de Miami procedente do Aeroporto Internacional de Istambul… Durante os procedimentos, o viajante foi submetido a uma inspeção adicional, uma etapa de rotina”.

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“Ao término da inspeção, o viajante, um árbitro da Copa do Mundo, foi considerado inadmissível devido a questões relacionadas à verificação de seus antecedentes e teve sua entrada no território negada”, acrescentou a agência vinculada ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.

A Somália é um dos vários países cujos cidadãos estão sujeitos a restrições de viagem aos Estados Unidos impostas pelo governo do presidente Donald Trump. Mas, segundo havia afirmado à AFP Ciise Aden Abshir, alto assessor do Ministério da Juventude e dos Esportes da Somália, o árbitro possuía um visto válido.

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Árbitro respeitado

“Omar Abdulkadir Artan figura entre os árbitros mais respeitados da África e (…) negar-lhe a entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de arbitrar (…) prejudica não apenas sua pessoa, mas também enfraquece o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play”, lamentou Ciise Aden Abshir.

“A comunidade do futebol deveria apoiá-lo neste momento difícil”, acrescentou o ex-capitão da seleção nacional da Somália.

O árbitro deveria ser o primeiro somali a atuar em uma Copa do Mundo. Aos 34 anos, fazia parte dos 52 árbitros selecionados para apitar partidas do Mundial de 2026, o primeiro organizado por três países e com a participação de 48 seleções.

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Detentor do status Fifa desde 2018, Omar Abdulkadir Artan atua na liga somali e foi eleito melhor árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025.

A Somália está na mira de Donald Trump.

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No fim de novembro, o presidente americano classificou o país como um “país podre” e manifestou sua intenção de encerrar o status especial que protege cidadãos somalis da deportação.

(Com AFP)

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