Atenção com as tempestades na Copa do Mundo
O céu caiu nessa sexta nas cercanias do estádio da estreia do Brasil – saiba a previsão para este sábado
O clima, na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, não é para fracos – e não se trata, ao menos aqui, do ambiente das torcidas, do calor dos jogos. O elemento fundamental é climático, do ponto de vista meteorológico. No torneio mundial de clubes, no ano passado, ficaram marcadas as interrupções das partidas depois do alerta de tempestades.
Foi o que aconteceu, por exemplo, na partida entre Palmeiras e Al Ahly, no mesmíssimo Met Life Stadium – agora o New Jersey New York Stadium – onde Brasil e Marrocos estreiam neste sábado, 18 horas locais, 19 horas no Brasil. O juiz foi até o ponto do VAR, apontou para o céu e pronto, mandou interromper o jogo, que voltaria apenas meia hora depois.
Ontem, 13 de junho, às 18h30 – no mesmo horário da partida de logo mais – o mundo caiu em cima do estádio, como se não houvesse amanhã. Em minutos o sol foi embora e veio a escuridão com raios. Foram quinze minutos de borrasca. A previsão para este 13 de junho, no mesmo horário, é de calor de 28 graus, mas sem chuva. Calorão marroquino, por assim dizer. Brasil e Marrocos, portanto, não terão de interromper o embate, à exceção das duas paradas de hidratação.
A chuva, contudo, é sombra na Copa do Mundo – e em algum momento haverá parada até que a natureza se acalme. O protocolo da FIFA, atrelado às leis americanas, diferentes para cada estado, mas muito rigorosas em Nova Jersey, é claríssimo como um firmamento azul: há ordem de esvaziamento dos estádios sempre que houver detecção de raios nas proximidades.
Tempestades detectadas a uma distância de 26 km, com possível impacto em 40 minutos, já indicam atenção. Se a tempestade chega a um raio de 13 km, o jogo é paralisado imediatamente, e jogadores e torcedores devem procurar abrigo. A partida só recomeça após o protocolo de segurança confirmar que não há novos raios ou risco de tempestade na área.
É esquisito, sobretudo para uma Copa do Mundo, em movimento inédito, mas vidas valem mais do que futebol. E, no fim das contas, o que importa mesmo é saber que depois da tempestade vem a bonança, e vice-versa, como se viu ontem nas cercanias do New Jersey New York Stadium: depois da chuva, brotou um lindo e completo arco-íris. Quem sabe, lá no final, brote um pote de ouro para a turma de Carlo Ancelotti.
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