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Com oito patrocínios, o valor do lucro de David Beckham na Copa

Universidade de Washington aponta cifras astronômicas

Por Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jul 2026, 16h36
Com oito patrocínios, o valor do lucro de David Beckham na Copa Priorizar nos meus resultados Google

Pela primeira vez na história da competição, a Fifa permitiu comerciais extras durante os intervalos dos jogos da Copa do Mundo, com a exibição de propagandas comerciais. As pausas têm acontecido normalmente aos 22 minutos de cada tempo, e duram 3 minutos. Com o intervalo de 15 minutos entre os dois tempos, serão 3 pausas no total, que possibilitará chegar a 208 novos espaços publicitários. Estudos apontam que a Fifa pode faturar até US$ 500 milhões com a implementação oficial e inédita de comerciais durante as pausas para hidratação na Copa do Mundo.

As emissoras de televisão têm aproveitado essas oportunidades ao realizarem anúncios comerciais e publicitários durante esses espaços. Com relação aos veículos de mídia, é verdade que os valores variam de acordo com os países e suas regiões, mas estima-se que um simples comercial de poucos segundos ou até um minuto na Copa do Mundo possam custar entre US$ 2 milhões e US$ 6 milhões. A título de comparação, um comercial de 30 segundos no Super Bowl 2026 custa cerca de US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 53 milhões), recorde entre os eventos esportivos em todo o mundo. Outra liberação por parte da Fifa é a permissão para que as emissoras exibam comerciais durante os “intervalos para hidratação”.

Em meio a tudo isso, alguns ex-jogadores também tem lucrado com a parada para hidratação, afinal, eles são os principais rostos de seus patrocinadores, que aproveitam este novo momento para expor suas marcas em todo mundo. Um, especificamente, é o que mais tem faturado. De acordo com o periódico londrino Daily Mail, o ex-jogador da seleção inglesa, David Beckham, está ganhando 25 milhões de euros (R$ 148,2 milhões) apenas com os anúncios do Mundial. Os números foram revelados por Patrick Rishe, diretor de negócios desportivos da Universidade de Washington.

Proprietário do Inter Miami e recentemente nomeado multimilionário pela Sunday Times Rich List 2026, Beckham é figura central de várias campanhas de grandes marcas, entre elas, Pepsi, McDonald’s, Lay’s, Stella Artois, Home Depot, Bank of America, Verizon e Adidas.

“Beckham é talvez o maior exemplo de como uma carreira bem administrada pode se transformar em uma marca duradoura. Quando existe um cuidado consistente com a imagem do atleta, o interesse publicitário não termina com a aposentadoria. No Brasil, o Ronaldo seguiu um caminho parecido e continua sendo uma das personalidades mais valiosas do mercado. Já o Ronaldinho Gaúcho mostra outra faceta desse fenômeno: seu carisma, irreverência e capacidade de gerar identificação com o público fazem com que siga extremamente requisitado pelas marcas. Mesmo tendo enfrentado polêmicas ao longo da trajetória, o saldo de sua imagem permanece muito positivo graças ao legado esportivo e à conexão emocional que construiu com os fãs”, diz Ivan Martinho, professor de marketing esportivo pela ESPM.

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Diferentes pesquisas de mercado mostram hoje que o consumidor está mais maduro e exigente, inclusive no entretenimento. Nesse cenário, autoridade virou um ativo central das conversas midiáticas. “Em uma Copa do Mundo, que é o ápice do futebol, isso pesa ainda mais. Ter ex-jogadores e profissionais que viveram o esporte ajuda as marcas a trazer mais precisão e profundidade para o conteúdo. Em um ambiente saturado por informação superficial, quem realmente entende do jogo faz diferença. Por isso, cada vez mais essas escolhas passam por planejamento de comunicação orientado por dados, o que ajuda a fugir do óbvio e elevar o nível das mensagens e conteúdos produzidos em torno da Copa”, analisa Rômulo Vieira da Silva, Diretor de Estratégia e Planejamento da Agência End To End. “Quando um atleta como David Beckham consegue transformar sua imagem em um ativo global, ele deixa de depender apenas do que fez dentro de campo”, complementa Moisés Assayag, sócio-diretor da Channel Associados e especialista em finanças do futebol.

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