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O motivo das 23 expulsões da final do Campeonato Mineiro

Jogadores do Cruzeiro e Atlético-MG receberam punição por briga generalizada no fim do jogo

Por Natalia Tiemi Hanada Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 mar 2026, 12h16 | Atualizado em 9 mar 2026, 12h17
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A final entre Cruzeiro e Atlético-MG pelo Campeonato Mineiro neste domingo, 8, foi marcada por uma briga generalizada no fim da partida. Na súmula, foram registradas 23 expulsões com jogadores de ambos os times entre os punidos. O título ficou com a Raposa, que venceu a decisão em jogo único por 1 a 0, com gol de Kaio Jorge, no segundo tempo.

No documento do jogo, o árbitro Matheus Delgado Candançan anotou duas expulsões durante o tempo regulamentar aos 51min do segundo tempo. 

Everson do Atlético recebeu vermelho direto “por após receber uma falta, derrubar seu adversário, partir para cima e com brutalidade, atingir com o joelho, o rosto do seu adversário de Nº 88. Esclareço que após essa ação teve início uma briga generalizada, não sendo possível apresentar o cartão vermelho”.

O número 88 mencionado na expulsão do goleiro atleticano é Christian Roberto, meia do Cruzeiro, que também recebeu cartão vermelho direto. “Por atingir com a canela a cabeça de seu adversário de Nº 22 [Everson], com uso de força excessiva e intensidade alta, quando a bola já estava em posse do goleiro. Esclareço que após essa ação teve início uma briga generalizada, não sendo possível apresentar o cartão vermelho”, escreveu o árbitro.

As outras 21 expulsões aconteceram após o término do jogo e foram justificadas igualmente: “Expulso por, durante a briga generalizada, após o término da partida, desferir e atingir com socos e pontapés seus adversários, não sendo possível apresentar o cartão vermelho devido ao tumulto.”

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Os jogadores expulsos sob a justificativa foram: Cássio, Fagner, Fabrício Bruno, João Marcelo, Villalba, Kauã Prates, Lucas Romero, Matheus Henrique, Walace, Gerson e Kaio Jorge do Cruzeiro. 

Do Atlético-MG, foram Gabriel Delfim, Preciado, Lyanco, Ruan Tressoldi, Junior Alonso, Renan Lodi, Alan Franco, Alan Minda, Cassierra e Hulk.

Nas observações da súmula, o árbitro reiterou: “Esclareço que no momento em que faria a apresentação dos cartões vermelhos aos atletas Nº 88 (Cruzeiro) e nº 22 (Atlético), aos 51 minutos do 2º tempo, houve início à briga generalizada, impossibilitando apresentação dos cartões vermelhos e a realização do protocolo de encerramento da partida. Sendo assim, em função de todo tumulto e falta de segurança dei a partida como encerrada.”

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Recorde brasileiro

O número de expulsões é um recorde no futebol brasileiro. Antes, foram registradas 22 expulsões em duas partidas: Portuguesa e Botafogo no Torneio Rio-São Paulo, em 1954; e em um amistoso entre Avaí e Figueirense em 1971, apelidado de “Clássico da Vergonha”.

O recorde mundial, segundo o Guinness, foi registrado em uma partida da 5ª divisão argentina entre o Club Atlético Claypole e o Victoriano Arenas, no Estádio Rodolfo Capocasa, em Claypole, no país vizinho em 27 de fevereiro de 2011. 

O árbitro Damián Rubino expulsou todos 18 jogadores de cada equipe (11 em campo, e sete reservas) após o que o árbitro descreveu em seu relatório pós-jogo como uma “briga generalizada”, que aparentemente foi resultado de uma série de confrontos e entradas duras que ocorreram ao longo da partida, que já estava bastante tensa, apesar de não ter rivalidade histórica entre os clubes.

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