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O que vai acontecer com o Botafogo após a saída de John Textor

Presidente foi afastado da administração do clube por decisão do Tribunal Arbitral

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 abr 2026, 15h54 | Atualizado em 24 abr 2026, 16h37

O americano John Textor deixou a administração do Botafogo após uma decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta sexta-feira, 24. O ex-presidente do clube, Durcesio Mello, assumiu de forma interina para exercer a função de Diretor Geral, com o objetivo de “assegurar a continuidade operacional e a adequada representação institucional da companhia”, de acordo com informações do clube.

O processo que levou ao seu afastamento é parte de uma disputa entre Textor e a Eagle Football Holdings Bidco, com a qual o americano comprou a SAF do Botafogo. O colapso da holding é um dos motivos que tem causado problemas econômicos ao time. A empresa detém 90% das ações da SAF. Além disso, o Tribunal Arbitral também não havia estipulado qual seria a forma de sucessão para o clube.

Segundo partes da decisão citadas pela imprensa, Textor tomou medidas que “têm o potencial de causar danos irreparáveis aos acionistas e a toda a comunidade de torcedores do Botafogo”. Seu afastamento do clube será “objeto de nova análise” em 29 de abril, segundo outro trecho da decisão. O Botafogo pediu, por sua vez, que haja “respeito à confidencialidade” do processo.

A Eagle tinha o controle acionário do clube, ao lado do Lyon, da França, e Molenbeek, da Bélgica, sob um modelo de fluxo de caixa compartilhado. Mas a holding entrou em crise em meio a questionamentos sobre a gestão de Textor e o americano foi destituído do cargo de diretor do grupo em 2025. Textor, no entanto, permaneceu à frente do Botafogo por decisão da Justiça brasileira, que congelou as ações do clube. Sob sua direção, a equipe iniciou processos judiciais contra a Eagle e o Lyon para cobrar dívidas milionárias. Também iniciou um processo de “reestruturação financeira”.

Esta última medida, que busca bloquear o direito de voto da Eagle como acionista majoritária, foi tomada “sem deliberação em assembleia de acionistas” e “viola frontalmente as regras de governança que regem a sociedade”, segundo o Tribunal Arbitral, citado pela imprensa. O clube afirmou que o afastamento de Textor “não encontra correspondência nos pedidos submetidos à apreciação do Tribunal”. A Eagle, que está sob administração judicial na Inglaterra, busca, por sua vez, vender sua participação no Botafogo.

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O Botafogo havia divulgado na última quarta-feira, 22, um pedido de recuperação judicial junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Esse instrumento pode dar brecha para que o clube reverta suas dívidas com a Fifa.

*com AFP

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