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Preços de ingressos da final da Copa geram revolta do centroavante espanhol Borja Iglesias

Valores no mercado de revenda superam 250 mil reais e final entre Espanha e Argentina se torna um dos eventos mais caros dos EUA

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 jul 2026, 15h08
Preços de ingressos da final da Copa geram revolta do centroavante espanhol Borja Iglesias Priorizar nos meus resultados Google

A final da Copa do Mundo de 2026, entre Espanha e Argentina, tinha tudo para ser a maior festa do futebol mundial. Para o atacante espanhol Borja Iglesias, porém, o que se viu foi “uma vergonha”. Dias antes da bola rolar no MetLife Stadium, em Nova Jersey, o jogador foi às redes sociais denunciar os valores praticados no mercado de revenda de ingressos. Segundo a imagem que compartilhou, as entradas mais em conta já ultrapassavam 47 mil reais (9.309 dólares), enquanto os assentos VIP chegavam a impressionantes 252 mil reais (49.384 dólares).

A polêmica ganhou força quando Iglesias publicou, em seus Stories no Instagram, o mapa de assentos disponibilizado pela plataforma de revenda SeatGeek, evidenciando a disparidade entre os valores cobrados. Para dimensionar o absurdo, o preço do ingresso mais caro citado pelo atleta seria suficiente para comprar até três carros populares novos no Brasil.

A final da Copa do Mundo de 2026, entre Espanha e Argentina, tinha tudo para ser a maior festa do futebol mundial. Para o atacante espanhol Borja Iglesias, porém, o que se viu foi “uma vergonha”. Dias antes da bola rolar no MetLife Stadium, em Nova Jersey, o jogador foi às redes sociais denunciar os valores praticados no mercado de revenda de ingressos. Segundo a imagem que compartilhou, as entradas mais em conta já ultrapassavam R$ 47 mil (US$ 9.309), enquanto os assentos VIP chegavam a impressionantes R$ 252 mil (US$ 49.384). O desabafo expõe uma realidade incômoda: a elitização do maior evento do esporte transformou a decisão em um produto de luxo, cada vez mais distante do torcedor comum.

A polêmica ganhou força quando Iglesias publicou, em seus Stories no Instagram, o mapa de assentos disponibilizado pela plataforma de revenda SeatGeek, evidenciando a disparidade entre os valores cobrados. Para dimensionar o absurdo, o preço do ingresso mais caro citado pelo atleta seria suficiente para comprar até três carros populares 0km no Brasil. Sem se esquivar de temas delicados, o centroavante também ironizou o protocolo da premiação em entrevista à revista Panenka. Ao ser questionado sobre a possibilidade de cumprimentar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Iglesias respondeu com humor: “Não quero ir para a prisão!”, dizendo torcer para que o momento passe rápido e não vire motivo de polêmica.

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A escalada nos preços tem explicação na altíssima procura por um duelo entre a atual campeã mundial e a seleção espanhola, mas também na lógica econômica adotada pela Fifa. Trata-se do modelo de “precificação dinâmica”, que faz os valores oscilarem conforme a demanda, em esquema parecido ao usado por companhias aéreas. No mercado paralelo, os valores bateram recordes e transformaram a final em um dos eventos esportivos mais caros da história dos Estados Unidos, superando até mesmo os patamares registrados em edições do Super Bowl.

O resultado dessa comercialização extrema é a exclusão do torcedor de verdade das arquibancadas. A crítica de Iglesias não ficou isolada: o presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Rafael Louzán, também classificou o cenário como “inaceitável”. Segundo o dirigente, torcedores de classe média e baixa são os mais prejudicados, já que, além do valor dos ingressos, ainda precisam bancar gastos elevados com passagens aéreas e hospedagem, muito acima de qualquer orçamento razoável.

A final da Copa do Mundo de 2026 deve entrar para a história pelo espetáculo dentro de campo. Mas também deixará o alerta levantado por Borja Iglesias: o encarecimento abusivo dos ingressos converteu as arquibancadas do maior palco do futebol em um espaço reservado a pouquíssimos privilegiados.

A escalada nos preços tem explicação na altíssima procura por um duelo entre a atual campeã mundial e a seleção espanhola, mas também na lógica econômica adotada pela Fifa. Trata-se do modelo de “precificação dinâmica”, que faz os valores oscilarem conforme a demanda, em esquema parecido ao usado por companhias aéreas. No mercado paralelo, os valores bateram recordes e transformaram a final em um dos eventos esportivos mais caros da história dos Estados Unidos, superando até mesmo os patamares registrados em edições do Super Bowl.

O resultado dessa comercialização extrema é a exclusão do torcedor de verdade das arquibancadas. A crítica de Iglesias não ficou isolada: o presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Rafael Louzán, também classificou o cenário como “inaceitável”. Segundo o dirigente, torcedores de classe média e baixa são os mais prejudicados, já que, além do valor dos ingressos, ainda precisam bancar gastos elevados com passagens aéreas e hospedagem, muito acima de qualquer orçamento razoável.

A final da Copa do Mundo de 2026 deve entrar para a história pelo espetáculo dentro de campo. Mas também deixará o alerta levantado por Borja Iglesias: o encarecimento abusivo dos ingressos converteu as arquibancadas do maior palco do futebol em um espaço reservado a pouquíssimos privilegiados.

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