Senador mexicano visita seleção do Irã
Representante do governo vai a Tijuana, diz que seleção é vítima de injustiça e sonha com final improvável
O senador mexicano Gerardo Fernández Noroña, do Morena — partido da presidente Claudia Sheinbaum —, e ex-presidente da Mesa Diretiva do Senado entre setembro de 2024 e agosto de 2025, visitou neste sábado (13) o treino da seleção iraniana em Tijuana representando o governo federal mexicano. “Venho em nome do governo, para honrar a dignidade desses homens que vieram representar seu povo na Copa do Mundo”, disse à Veja.
O senador afirmou ter ajudado a articular a instalação da delegação iraniana em Tijuana, em coordenação com a governadora de Baja California, Marina del Pilar Ávila Olmeda, e com o governo de Sheinbaum. O Irã treina na cidade fronteiriça após o governo americano sinalizar que a seleção não seria bem-vinda em sua base originalmente designada, em Tucson, no Arizona.
— Está gostando da Copa até agora?
É uma enorme satisfação popular receber a Copa. Estamos fazendo uma festa linda. Seria incrível se tivéssemos uma final entre México e Irã.
— O que tem achado do trabalho feito pela Cidade do México, Guadalajara e Monterrey na organização?
Já fizemos duas Copas antes. Muita gente disse que as coisas não funcionariam aqui, mas a Copa começou e a festa está de primeiro nível. É uma pena que o Estádio Azteca, um ícone do futebol mundial, não seja o palco da final. Mas estamos muito contentes com as quatro partidas que ainda teremos lá.
— O que o trouxe a Tijuana?
Ajudei a delegação a se instalar em Tijuana, em conjunto com o governo da governadora Marina del Pilar e da presidente Claudia Sheinbaum. A delegação então me convidou para dizer algumas palavras de boas-vindas ao time.
— O Irã está feliz com a recepção?
Somos um povo amigável, com um coração enorme. E solidário com as injustiças — e a seleção do Irã está sofrendo uma injustiça desportiva, não tem as mesmas condições que seus rivais. Mas estão felizes de estarem aqui, muito gratos pela hospitalidade e pelo carinho. Nosso país acredita no respeito a todos.
— O que lembra das duas últimas Copas do Mundo no México?
Eu tinha 10 anos em 1970! Hoje, sinceramente, não assisto muito futebol. Mas vi o triunfo do México na estreia e estou me empolgando com o esporte de novo. Em 1970 eu lembro do Pelé — o melhor de todos. Nós todos torcemos pelo Brasil, e ficamos muito felizes com o título.
TUDO SOBRE A COPA,
EM UM SÓ LUGAR







