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Técnico do Real Madrid defende Espanha após cânticos islamofóbicos

'Somos um país muito tolerante', disse Álvaro Arbeloa sobre incidente envolvendo torcedores espanhóis durante o amistoso com o Egito

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 abr 2026, 15h03 | Atualizado em 3 abr 2026, 15h53

O técnico do Real Madrid, Álvaro Arbeloa, saiu em defesa da Espanha nesta sexta-feira, 3, após os insultos islamofóbicos de torcedores espanhóis durante o amistoso entre a seleção espanhola e o Egito, disputado três dias atrás em Barcelona. Para ele, o país não deve ser julgado pelos atos de uma minoria.

“A Espanha não é um país racista. Se fosse, teríamos incidentes todos os fins de semana em todos os estádios”, afirmou o treinador em entrevista coletiva realizada na véspera do confronto do Real Madrid contra o Mallorca pelo Campeonato Espanhol. “Somos um país muito tolerante e não devemos generalizar quando esse tipo de incidente acontece.”

Arbeloa, no entanto, foi categórico ao rejeitar qualquer forma de comportamento discriminatório. “A nossa posição permanece a mesma: devemos erradicar todas as formas de comportamento racista nos estádios e na sociedade. Devemos continuar lutando com a mesma força para garantir que esses atos nunca mais se repitam, nem em campo, nem na sociedade”, completou.

As declarações do treinador merengue vieram em resposta ao episódio ocorrido no Estádio Cornellà-El Prat, casa do Espanyol, onde torcedores entoaram o cântico “quem não pula é muçulmano” e vaiaram o hino egípcio. O incidente gerou forte repercussão dentro da própria seleção espanhola — inclusive entre Lamine Yamal, astro do Barcelona, muçulmano e que estava em campo no momento, visivelmente constrangido com a situação.

Efeitos colaterais

A repercussão foi além dos gramados. Na quarta-feira, o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, criticou a “minoria” de torcedores que, segundo ele, “mancharam” a imagem do país. A polícia regional catalã abriu uma investigação sobre os acontecimentos.

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O episódio não é isolado. O futebol espanhol tem sido palco recorrente de incidentes racistas nos últimos anos — o atacante Vinícius Júnior, do próprio Real Madrid, já relatou publicamente diversas situações semelhantes.

O momento é delicado para a Espanha também do ponto de vista institucional: o país sediará a Copa do Mundo de 2030 ao lado de Portugal e Marrocos — com jogos ainda na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. Segundo a imprensa espanhola, episódios como este podem ter peso nas decisões da Fifa sobre a organização do torneio, incluindo a possibilidade de a final ser transferida para o Marrocos.

(Com AFP)

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