Um segredo revelado no primeiro segundo do início das partidas
Há uma novidade tática que muitas seleções começam a usar - é bom conhecê-la
Foi estranho, e houve quem prematuramente tenha soltado um brado de negativo espanto ao ver a seleção da Marrocos dar o pontapé inicial, no jogo contra o Brasil, pondo a bola pela lateral. As equipes do Catar, contra a Suíça, e dos Estados Unidos, contra o Paraguai, usaram o mesmo expediente – e, insista-se, não foi erro. É estratégia, que começou a se desenhar na Champions League e nos campeonatos europeus, e desembarca com pompa e circunstância, sobretudo circunstância, na Copa do Mundo. Parece ridículo, mas é eficaz. A ideia básica é pressionar o adversário desde o início, levando a bola para o campo adversário e forçando o outro time a tentar sair jogando de uma posição perigosa antes que eles se organizem, justamente quando os toques dos jogadores são incertos, os passes podem ser um pouco imprecisos.
É mudança novíssima, nascida de uma constatação: já não se trata apenas de ter a posse de bola, como ensinaram os grandes times dirigidos pelo espanhol Pep Guardiola, mas de ocupar terreno – e na pressão dentro da porção de grama do adversário, tentar roubar a bola. Não deu certo, para o Marrocos, Catar e tampouco Estados Unidos. Mas um dia dará. É a chamada pressão alta, abordagem em voga, e se for possível estabelecê-la desde os primeiros segundos, por que não?
É uma maneira feia de começar um jogo, sem dúvida. Há outras abordagens, que arte clubes brasileiros começam a praticar: ao pontapé inicial, a bola é lançada para o alto no campo adversário, criando um duelo aéreo perto da área de pênalti.
É improvável que um gol seja marcado imediatamente depois de um desses pitorescos inícios, mas é movimento interessante demais para ser desdenhado.
TUDO SOBRE A COPA,
EM UM SÓ LUGAR







