APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2022

🔥 Mês do Cliente: Receba 4 Revistas Impressas por apenas R$ 35,90/mês. Aproveite!

A vida voltou ao normal na China depois da temporada de ‘lockdowns’

O governo relaxou todo o cerco à moda chinesa: ninguém reconhece o equívoco dos excessos, e o discurso oficial segue sustentando que deu tudo certo

Por Ricardo Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 mar 2023, 06h00 | Atualizado em 4 jun 2024, 11h13
A vida voltou ao normal na China depois da temporada de ‘lockdowns’ Priorize VEJA no Google

Ao caminhar pelas ruas de Pequim ou Xangai, chama atenção o formigueiro humano mais denso do que o dos últimos três anos. A cena contrasta com os recentes cartões-postais produzidos pela política de Covid Zero, implantada em janeiro de 2020, em que o governo, liderado com mãos de aço por Xi Jinping, controlava o ir e vir das pessoas à base de barreiras sanitárias, inundava as calçadas com estações de testagem compulsória e exigia durante rigorosos lockdowns que chineses apresentassem um QR code no celular a cada saída, de forma a tutelar os movimentos da maior população do planeta. Há três meses, com a economia travada e os chineses já revoltados com as medidas draconianas — a ponto de se porem a protestar, uma raridade no país —, o governo relaxou todo o cerco de forma radical e à moda chinesa: ninguém reconhece o equívoco de tamanhos excessos, e o discurso oficial segue sustentando que deu tudo certo.

No princípio, de fato, a máquina do Partido Comunista demonstrou eficiência ao montar uma colossal logística para testes em massa e conseguir isolar quem estava doente, em movimentação sanitária elogiada pelo mundo afora. Mas, como o vírus era irrefreável e a vacinação deixou a desejar, com muita gente desconfiando até hoje dela, a situação foi fugindo ao controle. E dá-lhe isolamento social.

Muita gente ainda circula de máscara, um hábito de vários países do Oriente mesmo antes da Covid-19. No transporte público, elas continuam a ser obrigatórias, mas só. Depois de dispararem a níveis recordes em dezembro passado, após o relaxamento das ré­deas estatais, as contaminações parecem ter chegado a um patamar baixo — embora o governo não dê um pio no campo estatístico. “Não sabemos mais quantos estão infectados”, lamenta um cidadão de Xangai que pede para ser chamado apenas de Pat. Sobre a origem do vírus, um novo relatório científico reforça a hipótese mais provável — a de que teria sido transmitido a humanos por animais de uma feira de Wuhan —, o que colide com a afirmação recente do FBI que retoma a ideia hollywoodiana de ele ter escapado de um laboratório da cidade. Alheias ao que agora soa como passado distante, as pessoas compram, vão à balada e a restaurantes. A vida na China está, de novo, fervilhante.

Publicado em VEJA de 29 de março de 2023, edição nº 2834

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).