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Aliado de Trump diz que brasileiras são ‘programadas para causar confusão’

Paolo Zampolli fez declarações em entrevista à TV italiana; empresário é acusado pela ex-mulher brasileira de abuso e de ter influenciado sua deportação dos EUA

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 abr 2026, 11h30

O empresário italiano Paolo Zampolli, aliado do presidente americano Donald Trump e atual enviado especial para assuntos globais do governo republicano, provocou indignação ao afirmar que “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão”. A declaração foi dada em entrevista à emissora italiana RAI e rapidamente repercutiu nas redes sociais.

Durante a conversa, Zampolli citou sua relação com a ex-mulher, a modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase vinte anos e tem um filho de 15 anos. O casal enfrenta uma disputa judicial pela guarda do adolescente nos Estados Unidos.

“As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira”, afirmou. Questionado por um repórter se se tratava de uma questão genética, ele respondeu: “As mulheres brasileiras são programadas”. Ao ser pressionado sobre o sentido da afirmação, completou: “Para causar confusão”.

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As declarações não pararam por aí. Ao mencionar uma amiga de Ungaro, identificada apenas como “Lidia”, Zampolli voltou a usar termos ofensivos. “É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais”, disse. Em seguida, acrescentou novos insultos.

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A fala ocorre em meio a um histórico já conturbado envolvendo o empresário e sua ex-companheira. Ungaro o acusa de abuso sexual e violência doméstica — acusações que ele nega. O caso ganhou novos contornos após uma reportagem do jornal The New York Times apontar que Zampolli teria atuado nos bastidores para influenciar a deportação da brasileira dos Estados Unidos, em 2025.

Segundo o jornal, após a prisão de Ungaro em Miami por suspeita de fraude no trabalho, Zampolli entrou em contato com David Venturella, então funcionário do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). Registros obtidos pela reportagem indicam que ele sugeriu às autoridades que a ex-mulher estaria em situação irregular no país e questionou a possibilidade de transferi-la para custódia migratória.

O caso foi tratado como prioritário dentro do órgão. Ungaro acabou sendo levada sob custódia do ICE antes de ser liberada sob fiança e, posteriormente, deportada para o Brasil.

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O Departamento de Segurança Interna, responsável pelo ICE, afirmou em comunicado que a brasileira foi detida e deportada por estar com o visto vencido e responder a acusações de fraude. “Qualquer sugestão de que ela foi presa e removida por motivos políticos ou favores é falsa”, disse o órgão.

Hoje no Brasil, Ungaro sustenta que a influência do ex-marido foi decisiva no desfecho do caso. Ela também afirma que, durante o relacionamento, Zampolli prometeu casamento e estabilidade migratória.

A disputa entre os dois voltou a ganhar destaque recentemente após a ex-modelo publicar uma série de acusações nas redes sociais.

As declarações de Zampolli se somam a outra polêmica recente envolvendo o empresário. Segundo o Financial Times, ele teria apresentado à Fifa uma proposta para substituir a seleção do Irã pela Itália na Copa do Mundo de 2026, sugestão considerada fora dos padrões esportivos e descartada pela entidade.

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