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Ameaça de desabamento fecha Consulado do Brasil em Nova York

Colapso de colunas em arranha-céu vizinho, em Manhattan, faz bombeiros criarem 'zona de exclusão' e esvaziarem região

Por Amanda Péchy, Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 jul 2026, 16h11 | Atualizado em 8 jul 2026, 14h19
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O Consulado do Brasil em Nova York foi fechado temporariamente nesta terça-feira, 7, devido ao risco de queda de um arranha-céu vizinho cujas colunas estruturais entortaram durante uma obra.

Em uma nota no site do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a missão brasileira alertou que “o prédio do Consulado encontra-se temporariamente fechado em razão da evacuação determinada pelas autoridades da cidade, em decorrência de risco de desabamento de um edifício na 42nd Street”.

A nota do Itamaraty acrescentou que mais informações sobre a reabertura do prédio e a retomada dos atendimentos a brasileiros serão divulgadas assim que possível.

Em postagem no X (ex-Twitter), o funcionário do consulado Helder Nozima compartilhou imagens do edifício do Daily News, onde fica a missão, no 32º andar, sendo esvaziado às 11h30 locais (12h30 em Brasília).

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“Ouvimos um aviso nos alto-falantes informando que o prédio estava sendo evacuado. A polícia de Nova York (NYPD) nos ajudou a sair. Estou indo para casa. Espero conseguir trabalhar amanhã. O Consulado do Brasil fica nesse prédio”, escreveu Helder.

Mais cedo nesta terça, duas colunas estruturais em um arranha-céu em obras colapsaram, mobilizando uma enorme operação de emergência no centro de Manhattan. O edifício permanece instável e continua tremendo, segundo as autoridades, que esvaziaram hotéis, lojas, prédios residenciais e ruas nas proximidades. 

O prédio de 38 andares fica na East 42nd Street, entre o Grand Central Terminal e a sede das Nações Unidas. Antiga matriz da farmacêutica Pfizer, o edifício passa por uma ampla reforma para ser convertido em um prédio residencial. As obras incluíam a ampliação da parte mais baixa da estrutura. Até o momento, não há informações sobre a causa da falha estrutural.

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Segundo o Departamento de Bombeiros de Nova York (FDNY, na sigla em inglês), as equipes encontraram duas colunas rompidas entre os andares 21 e 22 e identificaram afundamentos dos pisos entre os níveis 21 e 26. Cerca de 130 bombeiros e profissionais do serviço de emergência médica foram mobilizados para atender à ocorrência.

‘Zona de colapso’

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, descreveu a situação como “extremamente grave” e afirmou que o prédio continuou apresentando movimentações mesmo após a chegada das equipes de emergência.

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Diante da instabilidade, os bombeiros criaram uma “zona de colapso” ao redor do edifício. Segundo a comissária do FDNY, Lillian Bonsignore, a medida levou ao bloqueio de ruas e à evacuação preventiva dos imóveis vizinhos enquanto engenheiros avaliam as condições da estrutura.

O chefe do departamento do FDNY, John Esposito, afirmou que a principal preocupação é um eventual desabamento localizado, e não o colapso completo do prédio.

“Por se tratar de uma estrutura de aço, não esperamos um colapso total, mas sim um desabamento localizado. Ainda assim, esse continua sendo o risco que estamos monitorando”, disse durante coletiva de imprensa.

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Segundo Esposito, as vigas de aço começaram a se curvar sob o peso da estrutura, o que levou à evacuação imediata do edifício e dos imóveis vizinhos. “O prédio continuou se movendo desde que chegamos ao local”, afirmou.

O Departamento de Edificações de Nova York mantém engenheiros no local para investigar as causas da falha estrutural e determinar quando a área poderá ser considerada segura.

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