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Após novos ataques dos EUA, Irã confirma que trancou Ormuz até para aliados

Nova autoridade iraniana responsável pela rota marítima anuncia bloqueio total 'até nova ordem' e condena 'agressão' das forças americanas

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 jun 2026, 08h36 | Atualizado em 11 jun 2026, 08h40
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A recém-criada agência iraniana responsável por supervisionar o Estreito de Ormuz confirmou, nesta quinta-feira, 11, que o tráfego pela nevrálgica passagem, por onde passa um quinto do petróleo consumido no planeta, está completamente bloqueado até nova ordem. O anúncio veio após os ataques mais recentes dos Estados Unidos, em meio a um frágil cessar-fogo entre os países.

“Devido às tensões provocadas pela agressão das forças americanas na região e ao anúncio feito na noite de ontem pelas Forças Armadas iranianas, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até nova ordem”, anunciou em nota publicada no X (ex-Twitter) a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico.

O Irã mantém a rota marítima essencialmente bloqueada desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, mas permitia a passagem diária de quase 20 navios. A Guarda Revolucionária Islâmica, força ideológica do regime paralela ao Exército, já havia anunciado na quarta-feira que o estreito seria fechado devido aos ataques americanos das últimas horas.

“Cessar-fogo não faz sentido”

Nesta quinta, na sequência de uma nova noite de bombardeios americanos, a diplomacia iraniana afirmou que o cessar-fogo em vigor com Washington desde 8 de abril praticamente não faz mais sentido.

“Os ataques ilegais e criminosos perpetrados pelos Estados Unidos nas últimas horas não apenas constituem uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, mas também tornam a trégua algo praticamente sem sentido”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.

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Os ataques americanos visaram o sul do Irã. Também foram atingidos vários pontos próximos à capital, como Karaj, Nazarabad e Pishva, segundo a Guarda Revolucionária.

Outros países também reagiram. O Paquistão, país que atua como mediador na guerra do Oriente Médio, lamentou a “escalada” militar dos últimos dias e reiterou seu apelo por uma “solução negociada”. “A diplomacia e o diálogo devem ser os princípios orientadores para alcançar uma solução negociada para todas as questões”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores paquistanês, Tahir Andrabi.

A China instou “veementemente” que todas operações militares no Oriente Médio sejam interrompidas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, afirmou em coletiva de imprensa que ambas partes devem “retomar o diálogo e a negociação, responder aos esforços de mediação dos países relevantes e alcançar um cessar-fogo abrangente e duradouro o mais breve possível”.

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Na Jordânia, o Exército anunciou que derrubou vinte mísseis iranianos, depois que a Guarda Revolucionária de Teerã reivindicou um ataque contra um centro de comando americano no país. “Na madrugada de quinta-feira, os sistemas de defesa antiaérea e a Força Aérea interceptaram e derrubaram vinte mísseis lançados a partir do Irã em direção a Azraq”, onde fica a base americana, declarou uma fonte militar. A instalação fica 80 km ao leste da capital, Amã. Segundo o Exército, a interceptação não provocou vítimas ou danos.

Ataque dos EUA matou marinheiros indianos

Três marinheiros indianos que viajavam a bordo de um petroleiro atacado pelos Estados Unidos na costa de Omã morreram, informou o ministro indiano da Marinha Mercante. Em um primeiro momento, os três marinheiros foram declarados desaparecidos. O ataque aconteceu na quarta-feira 10 e atingiu um petroleiro com bandeira de Palau, o M/T Settebello, na costa de Omã. “Lamentavelmente, confirmamos a morte dos três marinheiros indianos inicialmente dados como desaparecidos, depois que os corpos foram encontrados e identificados”, informou o ministro Sarbananda Sonowal na rede social X.

Na quarta-feira, as forças dos Estados Unidos anunciaram que retiraram de serviço o petroleiro M/T Settebello, que, afirmaram, tentava violar o bloqueio dos portos iranianos imposto pelo governo de Donald Trump.

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