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Bahrein, Kuwait e Catar sofrem ataques do Irã, que promete resposta ‘ainda mais devastadora’

Mísseis atingem bases americanas no Golfo e usina de dessalinização de água no Kuwait; regime iraniano acusa EUA de mirar alvos civis

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 jul 2026, 09h47
Bahrein, Kuwait e Catar sofrem ataques do Irã, que promete resposta ‘ainda mais devastadora’ Priorizar nos meus resultados Google

Bahrein, Kuwait e Catar afirmaram, nesta sexta-feira, 17, terem sido alvos de ataques iranianos, um dos quais atingiu uma usina elétrica no Kuwait, após a sexta noite consecutiva de bombardeios dos Estados Unidos contra o Irã.

O Exército kuwaitiano relatou “ataques com drones e mísseis” durante a noite, atribuídos ao Irã. Mais tarde, o Ministério da Eletricidade do país anunciou que uma usina de geração de energia e dessalinização de água havia sido atingida, resultando em um incêndio e danos à instalação.

Horas antes, o Exército iraniano afirmou ter atacado no Kuwait, usando drones Arash, instalações de “mobilização das forças americanas e de apoio logístico ao exército” americano, em retaliação aos bombardeios dos Estados Unidos contra a república islâmica.

A Gurada Revolucionária Islâmica, exército ideológico do regime dos aiatolás, alegou ter “mirado caças e aeronaves de reabastecimento americanos estacionados na Jordânia“, resultando na “destruição de várias aeronaves de reabastecimento e aviões de combate dos Estados Unidos, além de danos graves a muitas outras”. A nação não confirmou os ataques desta sexta (anteriormente, informou que suas forças derrubaram três mísseis lançados pelo Irã na segunda-feira).

No Bahrein, o Irã afirmou ter atacado com drones helicópteros e aviões de reconhecimento das forças dos Estados Unidos estacionados na base de Sakhir, em resposta aos ataques dos Estados Unidos às “infraestruturas urbanas” iranianas, segundo um comunicado transmitido pela televisão estatal.

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O Catar, que atua como mediador nas negociações com os Estados Unidos juntamente com o Paquistão, e abriga a maior base militar americana no Oriente Médio, também foi alvo de um ataque iraniano. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou em um comunicado ter atacado “a base aérea americana em Al Udeid, no Catar, para punir o agressor e o Exército americano”.

Mais tarde, o Ministério do Interior do Catar informou que uma criança ficou ferida por destroços após o ataque ter sido interceptado.

Infraestruturas críticas atingidas

Os Estados Unidos alegaram ter bombardeado “alvos militares iranianos” durante a madrugada de quinta para sexta-feira, mas Teerã acusa Washington de ter atacado infraestruturas civis.

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As bombas caíram sobre as províncias de Hormozgan, Bushehr, Sistão e Baluquistão e Khuzistão — todas situadas ao longo do Golfo Pérsico —, bem como na província de Lorestão, no sudoeste. Elas atingiram seis pontes no condado de Khamir, em Hormozgan, resultando na morte de sete pessoas. Houve outra vítima fatal na cidade portuária de Bandar Abbas, na mesma província, onde uma uma estação ferroviária ficou entre os vários alvos dos mísseis.

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O aeroporto de Iranshahr, na província sudeste de Sistão e Baluquistão, também foi bombardeado, bem como a torre de controle marítimo do porto Shahid Kalantari, em Chabahar, atingida pela terceira vez e “completamente destruída”.

Ao todo, oito pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas nos ataques americanos ao redor do Irã nesta madrugada, segundo o Ministério da Saúde do país. Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que mandaria destruir “todas as usinas e pontes” da república islâmica caso as negociações não fossem retomadas — ações que podem vir a ser consideradas crimes de guerra sob o direito internacional.

Após os disparos desta sexta, a Guarda Revolucionária Islâmica ameaçou realizar ataques “ainda mais devastadores” contra países vizinhos que abrigam bases dos Estados Unidos, alertando que eles pagarão um “preço devastador” caso as forças americanas continuem a atacar a infraestrutura civil do Irã.

“O inimigo americano e os países que abrigam suas bases na região devem saber que cruzar linhas vermelhas e atacar civis e infraestrutura civil acarretará um preço muito severo e devastador. Caso o inimigo persista nesse caminho, respostas ainda mais devastadoras estão a caminho”, afirmou um comunicado.

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