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BBC quer arquivar processo multibilionário de Trump contra emissora; entenda

Presidente dos EUA acusa veículo de manipular um discurso seu de forma 'intencional, maliciosa e enganosa'

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jan 2026, 11h57

A emissora britânica BBC entrará com um pedido de arquivamento do processo de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 53 bilhões na cotação atual) movido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusa o veículo de manipular um discurso seu de forma “intencional, maliciosa e enganosa”, mostram documentos judiciais divulgados na segunda-feira 12. A BBC argumentou que o tribunal da Flórida não tem jurisdição no caso, já que o programa não foi transmitido do estado, e que a edição não prejudicou Trump, que voltou ao poder em 2025.

O caso gira em torno do infame discurso que o republicano fez a apoiadores em Washington, D.C., em 6 de janeiro de 2021, pouco antes de uma turba de trumpistas invadir o Capitólio americano, em que os conclamou a “lutar como o inferno” em meio a alegações falsas de que a eleição presidencial do ano anterior havia sido “roubada” pelo democrata Joe Biden.

O presidente alega que a BBC editou suas falas em um episódio do famoso programa “Panorama“, há pouco mais de um ano. Na queixa, Trump pede US$ 5 bilhões em indenização por cada uma das duas acusações: difamação por parte da BBC e violação da Lei de Práticas Comerciais Enganosas e Desleais da Flórida.

+ O processo multibilionário de Donald Trump contra a BBC

A edição do “Panorama“, que reuniu trechos variados do discurso de Trump, com cerca de uma hora de intervalo entre as falas, sugeriu que ele disse à multidão: “Vamos caminhar até o Capitólio e eu estarei lá com vocês, e lutaremos. Lutaremos com todas as nossas forças”. A BBC já havia reconhecido que a edição foi um “erro de julgamento” e pediu desculpas ao presidente americano, mas insistiu que não havia fundamento legal para uma ação por difamação.

No documento, a BBC afirmou que o documentário não estava disponível nos EUA no serviço de streaming BritBox, como alegou Trump na ação, e que apresentaria uma moção de arquivamento até 17 de março. A emissora apresentou um pedido ao tribunal para que suspendesse a fase de produção de provas sobre o mérito, quando as partes podem obter evidências contra a outra, e disse que manter a investigação enquanto a solicitação era avaliada sujeitaria os réus a “ônus e custos consideráveis”, além de apontar que a acusação era “improcedente”. 

“Como o demandante não alegou danos reais, afirmando apenas um vago ‘prejuízo aos seus interesses profissionais e ocupacionais’, sua reivindicação é improcedente”, acrescentou.

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