Receba 4 Revistas em casa por 32,90/mês

China denuncia EUA na OMC e retalia US$ 60 bilhões em bens americanos

Os dois gigantes acirram a guerra comercial; empresas americanas no país asiático e Comissão Europeia criticam iniciativa dos EUA

Por Da Redação 18 set 2018, 10h04 | Atualizado em 18 set 2018, 15h17

Em resposta à nova barreira tarifária imposta pelos Estados Unidos, o governo da China anunciou nesta terça-feira 18 a imposição de tarifas às importações de produtos americanos que totalizam 60 bilhões de dólares. O Ministério do Comércio do país asiático também apresentou na Organização Mundial do Comércio (OMC) uma queixa contra a medida protecionista americana.

“A China será forçada a adotar retaliação para proteger seus interesses e direitos legítimos, assim como a ordem do livre -comércio global”, disse o ministério chinês em nota. Acrescentou esperar que os Estados Unidos considerem as “consequências danosas” de sua ação e que a corrija a tempo com “medidas convincentes”.

“Apesar da decidida oposição da China e da apresentação de queixas formais, os EUA insistiram em adotar uma postura errônea, violando as normas da Organização Mundial do Comércio”, diz o comunicado divulgado pelas autoridades chinesas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem a imposição, a partir do próximo dia 24, de tarifa adicional de 10% a 200 bilhões de dólares em importações de produtos chineses. O presidente americano ainda ameaçou lançar uma terceira rodada de tarifas, caso a China retaliasse.

“A China tem de responder para manter seus direitos e interesses, além da situação de livre-comércio”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang.

Continua após a publicidade

Diante dos últimos acontecimentos, o temor da comunidade internacional é de que as retaliações mútuas e o avanço protecionista americano saiam do controle, afetando a economia mundial. O contexto de guerra comercial entre as duas economias já está dado.

O próprio Tesouro americano advertiu em várias ocasiões que a maior ameaça para o crescimento econômico americano era uma guerra comercial.

Após conhecer a decisão dos Estados Unidos, a Câmara de Comércio dos EUA na China (AmCham China) criticou as novas tarifas e afirmou que as empresas americanas que operam no gigante asiático serão prejudicadas.

Continua após a publicidade

O vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela estabilidade financeira, Valdis Dombrovskis, que está na China em visita oficial, disse que a decisão americana aumentará os riscos de queda da atividade econômica.

(Com EFE e Reuters)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).