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China define menor meta de crescimento do PIB em décadas por ‘cenário grave e complexo’

Impactada por choques internos e externos, Pequim mira uma expansão entre 4,5% e 5% para 2026, a mais baixa desde os anos 1990

Por Flávio Monteiro 5 mar 2026, 10h14
  • A China definiu nesta quinta-feira, 5, sua menor meta de crescimento econômico em décadas, mirando uma expansão entre 4,5% e 5% para 2026. Justificando um “cenário grave e complexo” durante a abertura da assembleia anual do Congresso Nacional do Povo, Pequim enxerga a medida como fundamental para enfrentar a crise do mercado imobiliário chinês e a estagnação do consumo. 

    “Em muitos anos, raras vezes encontramos um cenário tão grave e complexo, onde choques e desafios externos estivessem entrelaçados com dificuldades internas e escolhas políticas difíceis”, disse o primeiro-ministro Li Qiang durante o evento. A nova meta estabelecida é a menor desde 1991.

    A projeção adota um tom moderado após três anos consecutivos com metas de crescimento em torno de 5%. Embora o país tenha tido sucesso em alcançar seus objetivos, teve problemas com a lenta recuperação após os rígidos lockdowns da pandemia de covid-19 e, principalmente, com a ofensiva tarifária promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2025.

    “No último ano, a economia chinesa se mostrou notavelmente resiliente, avançando contra ventos contrários”, disse Qiang em referência ao ano anterior, quando as pressões comerciais de Washington se somaram aos desequilíbrios estruturais internos.

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    Respondendo por um terço do crescimento mundial, a China é a segunda maior economia do planeta, somente ficando atrás de seu rival na América do Norte. O país passou por um impressionante boom econômico após iniciar reformas na década de 1970, conseguindo ultrapassar o Japão em 2010. No entanto, tem tido problemas com o desaceleramento na última década, vendo a vizinha Índia a superar como grande nação que mais cresce no mundo.

    Com duração estimada de uma semana, a assembleia anual também foi utilizada para anunciar um incremento nos gastos com defesa. A China deverá destinar 7% de suas verbas ao setor, gastando 1,9 trilhão de yuans (cerca de R$ 1,4 trilhão) para contrabalançar os Estados Unidos e fortalecer sua posição a respeito de Taiwan. As receitas reafirmam a posição do país como o segundo maior orçamento de defesa do mundo, embora sejam três vezes menores que o valor reservado por Washington.

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    Outro ponto a ser definido durante o encontro será o próximo Plano Quinquenal chinês, que define as prioridades do governo até 2030. A peça, que contém 141 páginas, dá foco no desenvolvimento da inteligência artificial, na defesa da segurança energética e do abastecimento de recursos e na reativação do consumo. A aprovação do plano é dada como certa, uma vez que o Congresso chinês é controlado pelo Partido Comunista.

    A assembleia ocorre semanas antes da visita de Trump a Pequim, onde o presidente americano realizará uma cúpula de três dias com seu homólogo na China, Xi Jinping. Entre os temas a serem tratados na reunião, é esperado que os líderes abordem a situação de Taiwan e questões relacionadas ao comércio de tecnologia.
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