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Com recuo dos EUA, ajuda militar à Ucrânia atinge mínima histórica em 2025

Retração reflete a mudança de postura no governo Trump; Europa amplia investimentos, mas não consegue compensar toda a queda

Por Flávio Monteiro 11 fev 2026, 09h58 | Atualizado em 11 fev 2026, 11h43

A ajuda militar à Ucrânia na guerra contra a Rússia atingiu seu nível mais baixo em 2025, informou o instituto de pesquisa alemão Kiel nesta quarta-feira, 11, com um financiamento 14% menor do que o visto nos doze meses anteriores. O movimento de retração foi impulsionado pela mudança de postura dos Estados Unidos, que interrompeu totalmente o apoio financeiro no início do ano, e poderia ser pior se não fosse pelos esforços dos países europeus para tentar compensar a perda.

No total, os aliados de Kiev enviaram 36 bilhões de euros (aproximadamente R$ 224 bilhões) em suporte aos esforços de guerra do país, valor inferior aos 41 bilhões de euros (R$ 254 bilhões) registrados em 2024 e o menor já registrado desde o início da guerra, em fevereiro de 2022. Até mesmo no primeiro ano do conflito, quando não houve apoio por doze meses completos, o valor foi superior ao de 2025.

De acordo com o Instituto Kiel, a queda se deve à nova postura de Washington em relação ao conflito. Ao longo do mandato de Joe Biden, os Estados Unidos foram os principais fornecedores de auxílio à Ucrânia, sendo responsáveis por metade da ajuda militar nos três primeiros anos de conflito. No entanto, a administração de Donald Trump não foi tão simpática a Kiev quanto a de seu antecessor, com o republicano estabelecendo condições para a continuidade da ajuda — incluindo o direito de explorar as terras raras do país.

Europa se mexe

Buscando evitar um colapso da defesa ucraniana, países europeus passaram a promover esforços para mitigar os dados resultantes da perda de ajuda americana, aumentando em 67% sua contribuição na comparação com a média do período 2022-2024. No entanto, o Instituto Kiel alerta para uma disparidade gritante na ajuda, uma vez que 95% do apoio é concedido por países do norte e do oeste da Europa.

Para efeito de comparação, o norte da Europa, que representa 8% do PIB combinado dos países doadores europeus, foi responsável por 33% da ajuda militar ao longo de 2025. Do outro lado do mapa, o sul do continente, com países que representam 19% do PIB combinado dos doadores, contribuiu com somente 3%.

No último ano, cerca de 3,7 bilhões de euros (R$ 22 bilhões) em ajuda militar foram prometidos no âmbito do programa Purl, uma iniciativa criada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para financiar a compra de armamentos dos Estados Unidos por países europeus, e então doá-los à Ucrânia. Através desse mecanismo, considerado um “avanço notável” pelo Instituto Kiel, Kiev conseguiu adquirir sistemas de defesa antiaérea Patriot e lançadores de foguete Himars, ambas tecnologias de ponta e de fabricação americana.

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