Coreia do Norte dispara nova salva-teste de mísseis em meio a tensões com Seul
Pyongyang intensifica exercícios militares após governo definir Coreia do Sul como seu 'inimigo mais hostil'
A Coreia do Norte lançou uma série de mísseis balísticos de curto alcance nesta quarta-feira, 8, informou o exército da Coreia do Sul. De acordo com Seul, os projéteis foram disparados de Pyongyang em duas rodadas na direção do Mar do Japão. Esse foi o segundo dia consecutivo de lançamentos, que ocorrem após o governo norte-coreano deixar claro que seu vizinho sempre será seu “inimigo mais hostil”.
Informações divulgadas pelo exército sul-coreano apontam que a primeira rodada ocorreu às 8h50, no horário local (20h50 de terça-feira, 7, no horário de Brasília). Os disparos envolveram mísseis balísticos de curto alcance que percorreram 250 km em direção ao Mar do Japão. Horas depois, uma segunda rodada de lançamentos semelhante ocorreu.
Os testes também foram detectados pela Guarda Costeira do Japão, com Tóquio informando que um “objeto suspeito de ser um míssil balístico foi lançado da Coreia do Norte”. Em comunicado, a Coreia do Sul disse que estava trabalhando em conjunto com os Estados Unidos para analisar as “características técnicas” dos projéteis.
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Com os lançamentos desta quarta, Pyongyang chegou a cinco testes de mísseis balísticos conhecidos em 2026. A dupla de disparos consecutivos ocorre após o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte, Jang Kum-chol, afirmar que a Coreia do Sul sempre será o “Estado inimigo mais hostil” da nação comunista.
Os comentários de Jang, feitos na terça-feira, acontecem na sequência do posicionamento público emitido pelo presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, a respeito de supostas incursões de drones controlados por sul-coreanos em direção ao vizinho do norte. Seul afirmou que o incidente teve o envolvimento de um oficial do Serviço Nacional de Inteligência e de um soldado da ativa do exército sul-coreano.
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De acordo com Lee, tal episódio foi “irresponsável” e, embora “não fosse a intenção” de seu governo, ele expressou seu pesar “pelo fato de tensões militares desnecessárias terem sido causadas pelas ações irresponsáveis e imprudentes de alguns indivíduos”.
A declaração agradou Kim Yo-jong, a poderosa irmã do ditador norte-coreano Kim Jong-un, que a definiu como “sensata”. “O presidente da Coreia do Sul expressou pessoalmente seu pesar e mencionou uma medida para evitar que o incidente se repita. Nosso governo considerou isso uma atitude muito oportuna e sábia”, disse Yo-jong, segundo comunicado divulgado pela agência de notícias estatal KCNA.






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