Coreia do Sul bate recorde de calor de mais de 120 anos
Cidade de Yangsan atingiu 42,5°C, maior marca desde o início das medições meteorológicas no país, em 1904
A Coreia do Sul registrou, no domingo 2, a maior temperatura desde o início das medições meteorológicas no país, em 1904. A cidade de Yangsan, no sudeste, atingiu 42,5°C, superando o recorde anterior de 41,4°C estabelecido no mesmo município apenas dois dias antes.
O triste marco ocorreu em meio a uma onda de calor que atinge grande parte do território sul-coreano há cerca de uma semana. Em Yangsan, os termômetros permaneceram acima dos 40°C pelo quinto dia consecutivo, segundo a Administração Meteorológica da Coreia (KMA, na sigla em inglês).
Reação das autoridades
Diante das temperaturas excepcionais, a agência meteorológica nacional orientou a população a interromper imediatamente atividades ao ar livre, procurar ambientes climatizados e manter a hidratação em dia.
No domingo, mais de 20 localidades estavam sob alerta máximo de calor, uma categoria criada neste ano que é acionada quando a sensação térmica prevista alcança 38°C ou quando a temperatura máxima atinge pelo menos 39°C.
Outras cidades também enfrentaram calor intenso. Em Gyeongju, os termômetros marcaram 40,3°C, a maior temperatura registrada no município em oito anos. Daegu e Busan também foram afetadas pela onda de calor.
“Tampa” de calor e mudanças climáticas
Segundo a KMA, o calor é provocado pela atuação simultânea dos sistemas de alta pressão do Pacífico Norte e do Tibete, que funcionam como uma espécie de “tampa” sobre a Península Coreana, retendo o ar quente e reduzindo a formação de nuvens.
A vizinha Coreia do Norte, portanto, também enfrenta temperaturas elevadas. Na capital Pyongyang, os moradores convivem há cerca de uma semana com noites tropicais, em que as temperaturas mínimas permanecem acima de 25°C.
Cientistas apontam ainda que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana e o fenômeno El Niño têm contribuído para tornar as ondas de calor mais frequentes e intensas. Na Europa, a temporada de incêndios florestais deste verão boreal começou mais cedo do que o comum e consumiu áreas recorde.







