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Devolveremos a Alemanha aos alemães, diz líder da extrema-direita

‘Recuperaremos o nosso país e o nosso povo’, afirma Alexander Gauland, do AfD, que se tornou a terceira força política do país na eleição deste domingo

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 set 2017, 18h15 | Atualizado em 4 jul 2026, 21h12
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Um dos nomes mais conhecidas do partido da extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Alexander Gauland, afirmou neste domingo que devolverá o país aos alemães. De acordo com as primeiras pesquisas de boca de urna, a legenda, criada em 2013, obteve 13,3% dos votos, entrando pela primeira vez no Bundestag, o Parlamento alemão.

É a primeira vez desde o final da Segunda Guerra que um partido de extrema direita consegue chegar ao Parlamento. Logo após o término da votação, houve protesto em frente à sede do partido, acusado de reavivar ideias nazistas e de se alavancar eleitoralmente com discurso contra a integração europeia, o islamismo e a entrada de refugiados no país.

“Esse governo que se proteja, porque iremos atrás dele. Recuperaremos o nosso país e o nosso povo. Mudaremos esse país”, alertou Gauland em seu primeiro pronunciamento depois do fechamento das urnas na Alemanha. As pesquisas indicam que a chanceler Angela Merkel conquistará um quarto mandato à frente do governo alemão.

Manifestantes protestam contra o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), após as eleições gerais, em Berlim
Manifestantes protestam contra o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), após as eleições gerais, em Berlim (Christian Mang/Reuters)

Segundo o líder da extrema direita, o partido obteve esse resultado graças ao seu idealismo e que pensa que as pessoas enfim terão de volta um lugar no Bundestag. “Somos claramente a terceira força política no Bundestag”, afirmou o co-presidente da AfD, Jörg Meuthen.

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De acordo com a pesquisa de boca de urna, a União Democrata-Cristã (CDU), partido de Merkel, ficou com 32,9% dos votos, mais de 12 pontos percentuais à frente do líder do Partido Social-Democrata (SPD), Martin Schulz, que ficou em segundo.

Tanto Merkel como Schulz, aliados no último governo, lamentaram, em seus primeiros discursos, a chegada da AfD ao parlamento. A chanceler comprometeu-se a reconquistar os eleitores que hoje optaram pela AfD, enquanto Schulz fez alertas sobre a “fratura” gerada pela entrada dos ultradireitistas no parlamento.

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