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Terremotos na Venezuela destroem prédios e causam pânico em Caracas

Os dois tremores foram sentidos na vizinha Colômbia e ocorreram em um intervalo de um minuto

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 jun 2026, 21h50 | Atualizado em 24 jun 2026, 22h06
Terremotos na Venezuela destroem prédios e causam pânico em Caracas Priorizar nos meus resultados Google

Dois terremotos, com magnitudes 7,2 e 7,5, sacudiram a Venezuela nesta quarta-feira (24) e causaram o desabamento de prédios e pânico em Caracas, informaram o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e jornalistas da AFP.

Os sismos, que foram sentidos na vizinha, Colômbia, ocorreram com aproximadamente um minuto de diferença em locais separados por cerca de 45 km e a profundidades diferentes, segundo os dados do USGS.

“O sismo principal, de magnitude 7,5, foi precedido 39 segundos antes por um sismo precursor, de magnitude 7,2”, informou o USGS, ao atualizar uma avaliação anterior, que estimou em 7,1 a magnitude do primeiro tremor.

Até o momento desconhece-se a ocorrência de vitimas.

O primeiro tremor teve seu epicentro 21 km a oeste de Morón e ocorreu às 22h04 GMT (19h04 de Brasília) e foi seguido de várias réplicas, incluído o de magnitude 7,5, informou o USGS no X.

Uma jornalista da AFP viu um imóvel de vários andares completamente destruído no bairro de Altamira, na capital venezuelana. Segundo o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, vários prédios desmoronaram. Outros imóveis perderam a fachada.

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Houve cenas de pânico na cidade, por exemplo em um centro comercial muito movimentado no mesmo bairro, constatou a jornalista da AFP. O chão começou a tremer, prateleiras das lojas caíram e as pessoas saíram correndo em massa na direção da rua.

“Foi incrível, não sei nem quanto tempo durou. Estava no último andar (do centro comercial). Caíram muitas coisas de uns comércios. Saímos pelas escadas de emergência, nos tiraram por aí”, contou à AFP Heidi Romero, uma comerciante de 42 anos.

“As escadas se desprenderam, toda a parede rachou. Caíram coisas do teto. Foi horrível”, disse Odalis Escalona, de 54 anos, funcionária de um banco.

Várias áreas ficaram sem energia elétrica e muitas ruas estavam cheias de vidros caídos das janelas. Dezenas de pessoas que abandonaram prédios em Caracas aguardavam na rua antes de voltar para seus escritórios e residências, temendo eventuais novas réplicas.

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Sentido até na Colômbia

Diosdado Cabello informou que foi ordenado o corte do serviço de gás direto nos prédios após os terremotos.

“Temos algumas estruturas danificadas e não queremos que vá ocorrer nenhum tipo de acidente com o gás”, disse.

“NÃO há tsunami, NÃO há perigo com o terremoto recente” perto da costa da Venezuela, informou no X o sistema de alerta de tsunamis dos Estados Unidos, que emite prognósticos meteorológicos oficiais.

Carmen Guédez, de 69 anos, estava no quarto de uma irmã acamada quando começou a sentir o tremor em casa, em um bairro de classe média nas montanhas de Caracas.

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“Foi aumentando de intensidade”, disse à AFP esta administradora. “Comecei a ver as janelas se mexendo e depois tudo sacudiu”, acrescentou.

“Minha irmã, uma vizinha e eu ficamos rezando, abraçadinhas ali. Não podíamos sair. Os vizinhos ainda estão na rua”, emendou.

Os terremotos são frequentes na Venezuela. Os sismos mais fortes registrados recentemente foram os de Cariaco (nordeste), em 1997, e o de Caracas, em 1967.

O primeiro sismo desta quarta-feira também foi sentido em Bogotá, capital da Colômbia, onde as luminárias balançaram, os alarmes dispararam e alguns moradores deixaram os prédios por precaução, segundo jornalistas da AFP.

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Em um primeiro momento, a entidade de gestão de riscos da Colômbia (UNGRD) informou que não havia registros de emergência e descartou um alerta de tsunami.

(AFP)

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