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Em plena luz do dia, Rússia atinge Ucrânia com 800 drones e mata seis pessoas

Força Aérea ucraniana identificou oito salvas em ataques, alguns partindo de Belarus; Alvos próximos a países da Otan fazem Eslováquia fechar fronteira

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 Maio 2026, 16h08

A Rússia atingiu a Ucrânia com mais de 800 drones em em plena luz do dia nesta quarta-feira, 13, matando pelo menos seis pessoas. O ataque amplo veio após uma primeira saraivada na madrugada, e ocorre em um contexto em que Kiev e Moscou trocam disparos de longo alcance após um breve cessar-fogo, contrariando a sugestão do presidente americano, Donald Trump, de que a guerra estaria próxima do fim.

Monitores ucranianos detectaram pelo menos oito salvas de drones russos, incluindo alguns vindos de Belarus, cujo alvo principal eram infraestruturas civis da capital, Kiev.

“Desde a meia-noite, pelo menos 800 drones russos já foram lançados, e o ataque continua, com drones adicionais entrando no espaço aéreo do nosso país”, escreveu no X o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que estava em visita à Romênia nesta quarta. Segundo ele, mirava a região oeste do país, mais próximas das fronteiras de nações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Zelensky acrescentou que os disparos anteriores, feitos na madrugada, visaram áreas residenciais e infraestruturas ferroviárias nas regiões centrais de Dnipro e nordeste de Kharkiv, bem como portos em Odessa, no sul, e instalações energéticas na região central de Poltava. Quatorze áreas foram atacadas no total, afirmou ele.

A ministra das Relações Exteriores da Hungria, Anita Orbán, condenou os ataques contra regiões de etnia húngara no oeste da Ucrânia. Em um vídeo no Facebook, ela afirmou que o tema seria discutido na primeira reunião de gabinete do primeiro-ministro Péter Magyar, ainda nesta quarta. A Eslováquia, por sua vez, anunciou o fechamento de suas passagens de fronteira com a Ucrânia por motivos de segurança, até segunda ordem.

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“Fim da guerra”

As últimas falas de Trump sobre o progresso nas negociações entre Kiev e Moscou vieram com poucos detalhes, como de costume. “O fim da guerra na Ucrânia, eu realmente acho que está muito próximo”, disse o presidente americano a repórteres ao sair da Casa Branca rumo a uma cúpula em Pequim. “Acreditem ou não, está cada vez mais perto.”

Vladimir Putin, em um discurso no último fim de semana, afirmou de forma semelhante que a invasão russa possivelmente estaria chegando ao fim.

A correlação de forças na guerra mudou nos últimos meses. A Ucrânia, cujo foco até então era implorar por assistência internacional para fortalecer suas defesas, passou a oferecer a outros países seu conhecimento especializado sobre como contra-atacar, graças à sua tecnologia de drones desenvolvida internamente.

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Ataques de drones e mísseis de longo alcance ucranianos fizeram instalações de energia e manufatura no interior da Rússia pararem suas operações em três regiões nesta quarta-feira. O Ministério da Defesa russo afirmou ter interceptado e destruído 286 drones sobre o país, bem como a península da Crimeia, o Mar de Azov e o Mar Negro.

Na linha de frente de 1.250 km, o avanço do Exército russo, maior e melhor equipado, tem diminuído a cada mês desde outubro passado, segundo o think tank Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos. A ofensiva de Moscou na primavera do Hemisfério Norte fracassou e suas forças registraram uma perda líquida de território no mês passado pela primeira vez desde 2024.

“As linhas defensivas ucranianas não apenas resistem, como as forças ucranianas conseguiram contestar a iniciativa tática em diversas áreas da linha de frente, mesmo com a Rússia continuando a perder quantidades desproporcionais de efetivos para obter ganhos mínimos”, declarou o ISW na terça-feira.

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