Estados Unidos e Irã se contradizem sobre fechamento do estreito de Ormuz
Donald Trump nega que a potência árabe tenha controle sobre a rota, onde duas embarcações foram atacadas no sábado, 11
As autoridades iranianas dizem ter fechado o estreito de Ormuz neste sábado, 11, após disparar contra duas embarcações que estariam tentando navegar sobre uma rota não autorizada. O governo de Donald Trump, porém, nega que o país árabe tenha controle sobre o canal.
Teerã diz que as embarcações atacadas colocavam em risco a segurança marítima e que outros navios também ignoraram alertas para a correção de curso. O comunicado estatal diz que a navegação está suspensa até que cesse a “interferência dos Estados Unidos na região”.
O comando militar americano, por sua vez, publicou o seguinte pronunciamento na rede X, antigo Twitter: “O Estreito de Ormuz está aberto a todos os navios que buscam transitá-lo legalmente. As forças dos EUA estão posicionadas e preparadas para garantir que a liberdade de navegação permaneça disponível, apesar da agressão iraniana injustificada, assédio, ameaças e declarações arbitrárias. O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo”.
The Strait of Hormuz is open to all vessels seeking to lawfully transit the international waterway. U.S. forces are positioned and prepared to ensure that freedom of navigation remains available despite unwarranted Iranian aggression, harassment, threats, and arbitrary… pic.twitter.com/FS3TUBOZEj
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Pouco após a troca de versões, Donald Trump concedeu entrevista ao programa Meet the Press e foi além do comunicado militar, alegando que a liderança iraniana chegou a fechar um acordo de paz também no sábado: “Acordo perfeito para nós, sem armas nucleares. Eles abriram mão de tudo. E depois disso, saíram da sala e, em menos de uma hora, lançaram um drone contra um navio. Eles são pessoas ruins e doentes”.
Os Estados Unidos também realizaram ofensiva após o suposto acordo e os ataques do Irã às embarcações. Na noite de sábado, o exército americano atingiu 140 alvos, entre eles bases de mísseis e drones, instalações navais, depósitos de munição, redes de comunicação e postos de vigilância costeira.
Segundo a imprensa iraniana, bombardeios ocorreram nas cidades de Bandar Abbas, Sirik e Jask, na ilha de Qeshm e na província do Khuzistão, fronteira com o Iraque. Não houve relato de vítimas.






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