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EUA e Irã encerram negociações nucleares sem acordo

Em meio a ameaças de ataque americano, Teerã anunciou que a próxima rodada deve acontecer em menos de uma semana

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 fev 2026, 09h52 | Atualizado em 27 fev 2026, 20h46

A terceira rodada de negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã chegou ao fim nesta quinta-feira, 26, em Genebra, sem um acordo entre as partes, aumentando o risco de um ataque contra o território iraniano.

Os enviados da Casa Branca deixaram a rodada de negociações de seis horas com uma avaliação negativa sobre as propostas apresentadas por Teerã, segundo o site americano Axios. A leitura feita por Steve Witkoff e Jared Kushner será determinante para a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre ordenar, ou não, uma ação militar contra o regime iraniano.

De acordo com o portal, o Irã apresentou uma proposta preliminar já na primeira etapa do encontro. Apesar de sinais de alguma flexibilidade por parte americana, Washington mantém uma exigência central: garantias verificáveis de que Teerã não desenvolverá uma arma nuclear.

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que lidera a delegação do país, pediu na sexta-feira que os EUA abandonem as “exigências excessivas” para alcançar um acordo e afirmou que a próxima rodada de negociações deve acontecer em menos de uma semana.

“Encerramos o dia com progressos significativos nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã”, escreveu o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi, em sua conta no X.

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A rodada em Genebra é a terceira tentativa de retomar um acordo desde a guerra de junho de 2025, quando os Estados Unidos bombardearam instalações nucleares e militares iranianas durante o conflito entre Israel e Irã. A ofensiva interrompeu negociações anteriores e elevou o risco de um confronto regional mais amplo.

Em pronunciamento ao Congresso, Trump voltou a acusar o Irã de alimentar “ambições sinistras” e classificou o país como ameaça global, citando o alcance de seus mísseis balísticos. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que seria “um grande problema” caso Teerã se recusasse a incluir o arsenal de mísseis nas tratativas.

Diante da possibilidade de um ataque militar contra o Irã, a embaixada americana em Jerusalém autorizou a saída voluntária de funcionários não essenciais e de seus familiares e recomendou que deixem Israel ainda nesta sexta-feira, segundo comunicado enviado pelo embaixador Mike Huckabee à equipe diplomática.

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Teerã advertiu que qualquer ofensiva, ainda que limitada, será tratada como ato pleno de agressão e prometeu retaliação.

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