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Ex-refém do Hamas pede renúncia do governo Netanyahu e parlamentares: ‘Sangue nas mãos’

Em coletiva em frente ao Knesset, Rom Braslavski disse ter sofrido fome, tortura, abusos físicos e sexuais ao longo dos 738 dias em cativeiro

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 Maio 2026, 15h16
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O israelense Rom Braslavski, mantido refém pelo Hamas por 738 dias em Gaza, pediu nesta segunda-feira, 11, a renúncia do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e de membros do Parlamento do país pelas falhas que levaram aos ataques de 7 de outubro de 2023. Cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 foram levadas pelos radicais palestinos. Em coletiva em frente ao Knesset, Braslavski disse ter sofrido fome, tortura, abusos físicos e sexuais no cativeiro, além de ter sido mantido em isolamento por um longo período.

“Assumam a responsabilidade e saiam das nossas vidas”, instou ele, em mensagem a políticos de todo o espectro político. “O sangue das pessoas assassinadas em 7 de outubro está todo em suas mãos.”

Braslavski e outros membros do Conselho de Outubro, um fórum para ex-reféns e seus familiares, contaram histórias do ataque do grupo radical e dos dias que se seguiram em Gaza. Ele também criticou os membros do governo Netanyahu, definidos como “covardes miseráveis”, por nunca ter pedido desculpas pela incompetência em prevenir a invasão e pela demora em conseguir libertar os sequestrados.

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“Alguém aqui já esteve clinicamente morto? Desnutrido, pesando 47 quilos, enquanto um terrorista da Jihad Islâmica de 50 anos pula no seu pescoço e ri?”, questionou. “Por que diabos eu tive que passar por isso? Por que eu tive que ser sequestrado da minha casa, sob sua responsabilidade? Nunca conseguirei curar completamente minha alma.”

O israelense também demandou que os parlamentares, os ministros e o premiê abram uma comissão independente de inquérito para investigar os erros que levaram ao 7 de outubro. A reunião ocorre enquanto o país se prepara para as primeiras eleições nacionais, previstas para outubro, desde o início da guerra em Gaza. Ao longo do conflito, Netanyahu foi acusado de não fazer o suficiente para acelerar o retorno dos reféns e o fim do conflito com o objetivo de permanecer no poder por mais tempo.

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