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Família Khamenei continuará com cargo de líder supremo do Irã, diz agência

O novo líder já foi escolhido e será anunciado em breve pelas autoridades

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 mar 2026, 15h49 | Atualizado em 8 mar 2026, 16h09

O sobrenome da família Khamenei continuará como líder supremo do Irã, disse o membro da Assembleia de Peritos do Irã, Hosseinali Eshkevari, neste domingo, 8. As informações foram publicadas pela agência Reuters. Segundo Eshkevari, o novo líder já foi escolhido e será anunciado em breve pelas autoridades.

“Com a maioria dos votos, foi escolhida a pessoa que dará continuidade ao legado do Imam Khomeini e do mártir Imam Khamenei. O nome de Khamenei permanecerá. A votação já foi realizada e o resultado será anunciado em breve”, disse Eshkevari em um vídeo divulgado pela mídia iraniana.

A Assembleia de Peritos é formada por 88 aiatolás e tem a atribuição de selecionar o líder supremo do país desde a Revolução Islâmica de 1979, marco que consolidou a atual estrutura de poder da República Islâmica.

Trump diz que novo líder não deve durar muito

Mais cedo neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o próximo líder supremo do Irã “não vai durar muito” se Teerã não obtiver sua aprovação. “Ele vai ter que obter nossa aprovação”, disse Trump ao canal ABC News. “Se ele não obtiver nossa aprovação, não vai durar muito”.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que O povo iraniano, e não Donald Trump, deve escolher seu novo líder. O mesmo exigiu um pedido de desculpas do presidente americano por iniciar a guerra no Oriente Médio.

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“Não permitimos que ninguém interfira em nossos assuntos internos. É responsabilidade do povo iraniano escolher seu novo líder”, declarou Abbas Araghchi no programa “Meet the Press”, do canal NBC. Araghchi também afirmou que o presidente republicano “deveria pedir desculpas ao povo da região e ao povo iraniano pelos assassinatos e pela destruição que provocaram”. Na entrevista, Araghchi disse que os mísseis iranianos não podem alcançar o território dos Estados Unidos e defendeu os ataques de Teerã contra seus vizinhos do Golfo.

“Foram os americanos que iniciaram esta guerra contra nós, atacando, e estamos nos defendendo. É óbvio que nossos mísseis não podem atingir o território americano”, disse. “O que podemos fazer, sim, é atacar as bases e instalações americanas ao nosso redor, que infelizmente estão no território de nossos países vizinhos”, acrescentou.

Na última semana, circularam vários nomes como possíveis candidatos ao cargo, reservado a um religioso, incluindo o do filho do falecido guia, Mojtaba Khamenei, considerado uma das personalidades mais influentes do país. Analistas também mencionaram o nome de Hassan Khomeini, neto do fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini. Independente do nome, Israel já anunciou que o novo guia supremo será “um alvo”.

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Nos últimos dias, o conflito atingiu diretamente a estrutura política do regime. Na terça-feira, 3, o Exército israelense atacou um prédio ligado à Assembleia de Peritos na cidade de Qom, no sul do Irã, segundo informações divulgadas pela imprensa israelense e pela agência estatal iraniana.

Militares israelenses afirmaram que pretendem “perseguir todos os sucessores e qualquer pessoa envolvida na escolha de um novo líder”, ampliando a pressão sobre a cúpula política do regime iraniano.

Morte do líder supremo

Khamenei morreu no dia 28 de fevereiro, após o bombardeio conduzido por Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos na capital iraniana. O ataque matou também comandantes militares e integrantes de alto escalão do regime e desencadeou uma escalada militar no Oriente Médio, com trocas de ataques entre Irã, Israel e forças americanas na região.

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Na madrugada deste domingo, nono dia do conflito, Israel voltou a atingir alvos em Teerã. Segundo a agência France-Presse (AFP), ataques contra depósitos de combustível provocaram um grande incêndio na capital iraniana e deixaram quatro mortos. Ao menos quatro depósitos de petróleo e um centro logístico foram atingidos.

Os bombardeios danificaram a rede de abastecimento e levaram à interrupção temporária da distribuição de combustível na cidade. Imagens do incêndio foram confirmadas pela agência Reuters.

Os efeitos do conflito se espalham para além da região. Bangladesh iniciou medidas de racionamento de combustível devido a dificuldades de abastecimento relacionadas à escalada militar no Oriente Médio.

(Com AFP)

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