Forças Armadas dos EUA realizam ataques no sul do Irã
Uma autoridade do Comando Central do país disse que a ofensiva ocorreu "proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas"
Os Estados Unidos realizaram “ataques de autodefesa” no sul do Irã nesta segunda-feira, 25, em meio ao cessar-fogo entre os países. Uma autoridade das Forças Armadas do país disse a Fox News que a ofensiva ocorreu “proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas”.
Segundo o capitão do Comando Central dos Estados Unidos, Tim Hawkins, os alvos foram locais de lançamentos de mísseis em Bandar Abbas e duas embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica que tentavam instalar minas marítimas no Estreito de Ormuz.
“O Comando Central dos EUA continua a defender nossas forças, agindo com moderação durante o cessar-fogo em curso”, afirmou.
As negociações de paz
Os ataques ocorrem durante as negociações entre os dois países para o final da guerra. Mais cedo na segunda-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou em uma publicação na rede social Truth Social que as negociações com o país estavam “progredindo bem” e pediu que outros países do Oriente Médio normalizassem suas relações com Israel como parte do acordo de paz entre os EUA e Irã.
Donald Trump também fez uma publicação horas antes de o ataque ser noticiado falando sobre um dos pontos principais das conversas entre os países. “O urânio enriquecido (poeira nuclear!) será imediatamente entregue aos Estados Unidos para ser repatriado e destruído ou, preferencialmente, em conjunto e coordenação com a República Islâmica do Irã, destruído no local ou em outro local aceitável, com a Comissão de Energia Atômica, ou equivalente, como testemunha deste processo e evento”, escreveu.
Além disso, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o principal negociador do país foram a Doha para discutir um acordo de cessar-fogo com o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani. Segundo a Reuters, as conversas focaram no Estreito de Ormuz e no estoque de urânio enriquecido de Teerã.
Os ataques também ocorrem um dia após um suposto acordo preliminar entre os países, segundo uma reportagem do The New York Times. Segundo uma autoridade norte-americana, o acordo prevê o compromisso do Irã em descartar seu estoque de urânio altamente enriquecido, mas o mecanismo para isso ainda estaria em discussão. Tanto Trump quanto o Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ainda não teriam aprovado o documento.





