Furacão Polo se aproxima do México com ventos de 185 km/h e ameaça causar danos severos
Autoridades e população se preparam para o impacto, esvaziando áreas propensas e inundação e instalando tábuas e sacos de areia em portas e janelas
A força do furacão Polo começou a ser sentida nesta segunda-feira, 28, horas antes de tocar o solo na costa do Pacífico mexicano. A Guarda Nacional passou a percorrer as ruas alertando a população, que protege portas e janelas com tábuas e sacos de areia, para se precaver contra os potenciais danos da tempestade que deve levar ventos de até 185 km/h ao México, atingindo a categoria 3 de 5 na escala Saffir-Simpson.
Será o primeiro furacão desta temporada a tocar terra na região. As autoridades determinaram que os moradores se abriguem a partir das 15h locais (19h em Brasília).
O chefe do serviço meteorológico do México, Fabián Vázquez, prevê um impacto “muito severo”, com árvores derrubadas, casas de madeira ou com telhados de chapa destruídas, bloqueios em estradas e interrupções no fornecimento de energia elétrica, que já começaram a ocorrer. Também são previstas inundações provocadas pela elevação do nível do mar e pelas fortes chuvas esperadas.
Há um alerta de furacão em vigor para a costa oeste e costa leste no estado da Baixa Califórnia Sul, bem como no México continental, da Baía Kino a Huatabampito. As Forças Armadas mobilizaram quase 7 mil militares na Baixa Califórnia Sul, onde também foram suspensas as aulas e o trabalho presencial dos servidores públicos. As atividades marítimas e o acesso às praias também foram interrompidos.
Abrigos e preparação
Em Puerto San Carlos, um vilarejo de cerca de 6.000 habitantes na Baixa Califórnia Sul, a população está acostumada a ciclones tropicais, mas teme a força do Polo em um ano no qual o El Niño ameaça agravar as consequências, uma vez que o fenômeno aquece as águas e favorece a formação de furacões.
Alguns moradores do vilarejo se refugiaram em um abrigo instalado na escola de ensino médio, enquanto outros decidiram ir para a casa de familiares ou para um dos 169 abrigos disponibilizados no estado.
A instituição de ensino fica perto do mar, e um policial que passava pelo local avaliou que todo o povoado deveria ter sido evacuado. “A escola vai inundar, tudo vai inundar”, disse ele à agência de notícias AFP, embora o diretor da escola tenha atestado sua segurança com base em experiências anteriores.
O vento ganha intensidade e as palmeiras se curvam de um lado para o outro, segundo a AFP. O nível do mar subiu e rompeu vários trechos de uma barreira de areia que servia de contenção, a água começou a invadir as ruas e o fornecimento de energia elétrica já foi interrompido em Puerto San Carlos.
Além do Polo, os meteorologistas monitoram a tempestade tropical Rachel, que pode ganhar força nos próximos dias.






