Receba 4 Revistas em casa por 32,90/mês

Huthis entram na guerra do Oriente Médio com ataque a Israel

O grupo lançou mísseis balísticos contra alvos militares, marcando a primeira operação do movimento aliado do Irã desde o início do conflito

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 mar 2026, 11h09 | Atualizado em 28 mar 2026, 11h09

Os rebeldes huthis do Iêmen deram neste sábado, 28, um passo decisivo ao ingressar oficialmente no conflito que desde o final de fevereiro sacude o Oriente Médio. O grupo lançou mísseis balísticos contra alvos militares em Israel, marcando a primeira operação do movimento aliado do Irã desde o início da guerra — deflagrada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o território iraniano e mataram o líder supremo Ali Khamenei.

Em vídeo divulgado na rede social X, um porta-voz huthi confirmou o ataque e classificou a ofensiva como a “primeira operação” do grupo contra Israel. O Exército israelense anunciou a interceptação dos projéteis, sem registrar vítimas ou danos no território.

Até então, os huthis haviam se mantido à margem do conflito, apesar de comporem o chamado “eixo da resistência” — a rede de movimentos armados financiados e apoiados por Teerã. A mudança de postura representa uma escalada significativa, com potencial de ampliar o alcance geográfico da guerra e complicar ainda mais a situação econômica global.

Mar Vermelho: o ponto mais sensível

A entrada dos huthis no conflito acende um alerta imediato para a navegação no Mar Vermelho. A rota tem sido usada pela Arábia Saudita para escoar petróleo pelo porto de Yanbu, como alternativa ao Estreito de Ormuz — passagem estratégica sob controle iraniano por onde transitava, antes da guerra, 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos.

Durante o conflito entre Israel e Hamas em Gaza, entre 2023 e 2025, os huthis já haviam perturbado essa rota com ataques a navios comerciais. A retomada dessa prática ameaça agravar a crise de abastecimento e pressionar ainda mais os preços do petróleo e do gás, já elevados desde o início das hostilidades.

Continua após a publicidade

Frentes abertas e manobras diplomáticas

O conflito segue se alastrado pela região. Neste sábado, o Irã reivindicou um ataque a um navio logístico americano próximo ao porto de Salalah, em Omã. Há ainda relatos de ofensivas contra aeroportos no Kuwait e em Erbil, no Curdistão iraquiano, além de mísseis e drones disparados contra uma zona industrial nos Emirados Árabes.

Em paralelo, Israel prossegue com bombardeios ao território iraniano, incluindo centrais nucleares e a principal siderúrgica do país, a Khuzestan Steel.

No campo diplomático, o enviado especial americano Steve Witkoff afirmou acreditar que o Irã aceitará negociar “esta semana”. Washington aguarda resposta de Teerã a um plano de paz de 15 pontos. Enquanto isso, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita e Egito articulam mediações em Islamabad nos próximos dias — numa corrida contra o tempo para conter um conflito que já ameaça desestabilizar a economia global.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).