Incêndio atinge hotel histórico em Bagdá após ataque de drones contra Embaixada dos EUA
Edifício afetado é conhecido por hospedar diplomatas e jornalistas na capital iraquiana
Um ataque com drones atingiu na noite de segunda-feira, 16, o histórico Hotel Al-Rasheed, em Bagdá, provocando um incêndio nos andares superiores do edifício localizado na chamada Zona Verde — a área mais protegida da capital do Iraque, onde ficam representações diplomáticas estrangeiras, instituições internacionais e sedes do governo.
À agência de notícias AFP, duas fontes da segurança iraquiana indicaram que o ataque tinha como alvo a Embaixada dos Estados Unidos, situada na mesma área. De acordo com o Ministério do Interior do Iraque, um “projétil” atingiu o hotel e não há relatos de vítimas.
O impacto ocorreu por volta das 19h no horário local e gerou chamas e uma densa coluna de fumaça visível à distância. Vídeos registrados por testemunhas e compartilhados nas redes sociais mostram o fogo se espalhando no topo do prédio enquanto equipes de emergência eram mobilizadas para o local.
O episódio ocorre em meio à crescente tensão no Oriente Médio após o início do confronto direto entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, intensificado nas últimas semanas depois de bombardeios americanos e israelenses em território iraniano.
No sábado, 14, um míssil atingiu um heliporto dentro do complexo da embaixada americana em Bagdá, também sem deixar vítimas.
Hotel histórico
Inaugurado em 1982, o Al-Rasheed é um dos hotéis mais emblemáticos de Bagdá e durante décadas serviu como ponto de hospedagem para diplomatas, jornalistas estrangeiros e autoridades internacionais que atuam no Iraque.
O edifício ganhou projeção mundial durante a Guerra do Golfo, em 1991, quando correspondentes internacionais transmitiram de seus andares superiores a cobertura dos bombardeios da coalizão liderada pelos Estados Unidos.
Ao longo dos anos, o hotel também esteve no centro de episódios de violência, incluindo ataques ocorridos durante a invasão do Iraque liderada pelos EUA no início dos anos 2000. Por estar localizado na Zona Verde, o local permanece até hoje como um ponto estratégico e simbólico da capital iraquiana.







