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Irã adverte Estados Unidos sobre confronto pelo Estreito de Ormuz

Escalada das tensões entre os países na rota marítima tem ameaçado o cessar-fogo

Por Da Redação* 5 Maio 2026, 06h53

O principal negociador do Irã nas conversações com os Estados Unidos advertiu nesta terça-feira, 5, que o país “ainda nem começou” o confronto pelo Estreito de Ormuz.

“Sabemos perfeitamente que a continuidade do status quo é intolerável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos”, afirmou Mohamad Baqer Qalibaf em uma publicação na rede social X.

+ Trump diz que Irã será ‘varrido da face da Terra’ caso ataque navios dos EUA

Qalibaf, que também é o presidente do Parlamento iraniano, ressaltou que as ações dos Estados Unidos e de seus aliados colocaram em risco a segurança da navegação no estreito, fundamental para o comércio mundial de petróleo e gás, mas garantiu que sua “presença maligna diminuirá”.

Cessar-fogo sob risco

A trégua entre Estados Unidos e Irã corre sério risco devido aos enfrentamentos desta segunda-feira 4 em torno do estratégico Estreito de Ormuz e pela retomada dos ataques de Teerã contra um de seus vizinhos do Golfo, os Emirados Árabes Unidos.

O recrudescimento da guerra, que ameaça o cessar-fogo vigente desde 8 de abril, acontece após o presidente americano Donald Trump anunciar uma operação militar destinada a restabelecer a circulação de navios em Ormuz.

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O magnata republicano advertiu, em declarações veiculadas pela emissora Fox News, que “os iranianos seriam varridos da face da Terra” em caso de ataques a navios americanos na região.

Desde que o conflito começou em 28 de fevereiro pelos ataques de Washington e Israel à República Islâmica, Teerã controla essa passagem estratégica por onde costumava circular um quinto do consumo mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

Cerca de 20.000 marinheiros estão imobilizados na região, segundo um alto funcionário da agência britânica de segurança marítima UKMTO.

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Os ataques, os primeiros voltados contra instalações civis em um país do Golfo em mais de um mês, reacenderam os temores dos mercados, onde os preços do petróleo dispararam.

A instalação petrolífera de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, uma das poucas acessíveis na região sem passar pelo estreito, foi atacada por um drone que provocou um incêndio. Três cidadãos indianos ficaram “moderadamente feridos”, segundo as autoridades locais.

Os Emirados Árabes também anunciaram que foram alvo de quatro mísseis de cruzeiro “lançados do Irã”, dos quais três foram interceptados e um caiu no mar, segundo o Ministério da Defesa. Um navio-petroleiro da empresa estatal Adnoc também foi atacado por dois drones iranianos.

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O país árabe denunciou “uma escalada perigosa” e afirmou que tem o direito de responder.

(informações da AFP)*

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