EUA fazem novos ataques após Irã anunciar fechamento do Estreito de Ormuz
República islâmica fecha o Estreito de Ormuz após disparar contra navio e alegar que várias embarcações ignoraram alertas da Guarda Revolucionária
Os Estados Unidos lançaram uma nova rodada de ataques contra o Irã neste sábado à noite (madrugada de domingo em Teerã), depois de a Guarda Revolucionária do país persa disparar contra uma embarcação que tentava atravessar a passagem marítima “ao desligar seus sistemas de rastreamento”, segundo a marinha da república islâmica.
O Comando Central das forças armadas americanas afirmou que a Guarda Revolucionária “atacou flagrantemente o M/V GFS Galaxy, um navio-contêiner com bandeira do Chipre que transitava o Estreito de Ormuz”.
O Irã havia anunciado o fechamento do Estreito de Ormuz, alegando que vários navios tentaram atravessar a via por uma “rota não autorizada” e ignoraram alertas para corrigir seu curso. Segundo a Guarda Revolucionária, a via permaneceria fechada indefinidamente, até o “fim da interferência dos Estados Unidos” naquela região.
O mesmo comunicado afirmava que atos de agressão contra o Irã “encontrarão uma resposta severa, e novas bases do inimigo na região serão alvejadas”. Os EUA exigem que o Irã declare publicamente que vai parar de atacar embarcações no Estreito de Ormuz e que todas as rotas permanecerão abertas, sem cobranças alfandegárias, segundo afirmações de autoridades americanas à imprensa na sexta-feira.
O Estreito de Ormuz está no centro de uma nova escalada do conflito entre Washington e Teerã nos últimos dias, com ataques dos EUA a posições iranianas que, segundo os americanos, colocavam em risco a livre navegação pela via marítima, depois de a Guarda Revolucionária do país persa disparar contra navios transitando na região.
Depois da troca de ataques, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que negociadores enviados por ele — notadamente seu genro Jared Kushner e o assessor especial Steve Witkoff — manteriam diálogo, ainda que indireto, com autoridades iranianas em torno de um acordo definitivo de paz, mas que o cessar-fogo acertado algumas semanas atrás não estaria mais em vigor.







