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Irã não controla o Estreito de Ormuz, diz chefe do Pentágono

Pete Hegseth voltou a acusar Teerã de utilizar a via marítima para 'extorsão internacional' e afirmou que forças americanas ergueram um 'domo' na região

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 Maio 2026, 10h32

O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira, 5, que o Irã não controla o Estreito de Ormuz, como diz. Durante coletiva de imprensa, ele afirmou que os Estados Unidos estabeleceram um “domo vermelho, branco e azul” sobre a nevrálgica passagem com navios e aviões de guerra, além de drones de monitoramento, para a pacífica travessia de navios comerciais.

Os comentários do chefe do Pentágono surgem um dia após a Marinha americana iniciar o “Projeto Liberdade“, uma operação militar anunciada pelo presidente Donald Trump para escoltar cargueiros represados no Golfo Pérsico devido ao fechamento do estreito por Teerã durante a guerra, iniciada em 28 de fevereiro. Mais de 20 mil marinheiros em 1.550 embarcações estão ilhados, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO.

“Eles disseram que controlam o Estreito, mas não controlam”, declarou Hegseth em coletiva de imprensa nesta terça, acrescentando que o Irã está “envergonhado”.

Ele garantiu que a “extorsão internacional iraniana” no Estreito de Ormuz “termina com o Projeto Liberdade”, e afirmou que a passagem de dois navios comerciais americanos pela hidrovia na segunda-feira comprovam que ela está “limpa”.

Ameaças

O secretário de Defesa também disse que os Estados Unidos “não estão em busca de um conflito” em Ormuz, apesar dele ter ameaçado usar “força esmagadora” contra as forças iranianas caso elas ataquem navios comerciais.

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Na véspera, Trump advertiu, em declarações veiculadas pela emissora Fox News, que “os iranianos seriam varridos da face da Terra” em caso de ataques a embarcações americanas na região. Mas o Irã insiste que controla o estreito e, segundo os Estados Unidos, lançou mísseis e drones contra barcos militares e comerciais na segunda-feira.

Também houve registro de ataques contra instalações civis nos Emirados Árabes Unidos, os primeiros do tipo em mais de um mês. O país árabe denunciou “uma escalada perigosa” e afirmou que tem o direito de responder.

“Cessar-fogo não acabou”

Apesar dos disparos, Hegseth sustentou que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã “não acabou”.

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“Dissemos que nos defenderíamos, e nos defenderíamos agressivamente, e temos feito isso. O Irã sabe disso e, em última análise, o presidente pode decidir se a situação se agravará a ponto de violar o cessar-fogo”, disse o chefe do Pentágono em coletiva de imprensa.

Ao lado do secretário, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, Dan Caine, acrescentou que as ações bélicas iranianas, atualmente, são de “baixo nível” e equivalem apenas a “assédio”. Quando questionado sobre qual o ponto em que as forças dos Estados Unidos se veriam obrigadas a retomar ataques na região, ele afirmou que esta é uma decisão política, não militar.

Desde que o conflito começou em 28 de fevereiro pelos ataques de Washington e Israel à República Islâmica, Teerã controla o Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde costumava circular um quinto do consumo mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

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