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Israel diz ter matado principal comandante do Hezbollah com ataque a Beirute

Assassinato de Hajj Yusuf Ismail Hashem foi descrito como um 'golpe significativo' à milícia xiita pró-Irã em meio à guerra no Oriente Médio

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 abr 2026, 15h30 | Atualizado em 1 abr 2026, 16h22

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) anunciaram nesta quarta-feira, dia 1º, que mataram o comandante sênior do Hezbollah, responsável pela atividade da milícia xiita pró-Irã no sul do Líbano, enquanto a guerra no Oriente Médio entra em sua quinta semana.

Segundo os militares, tropas navais israelenses “realizaram um ataque em Beirute” e “eliminaram” Hajj Yusuf Ismail Hashem, comandante da unidade da Frente Sul do Hezbollah desde setembro de 2024, quando assumiu o cargo após seu antecessor, Ali Karaki, também ser assassinado em um ataque israelense contra a capital libanesa.

O Exército afirmou ainda que a unidade da Frente Sul é “responsável por atividades terroristas contra civis israelenses” e por “operações de combate contra soldados das IDF” no sul do Líbano.

“Por anos, e particularmente nos últimos tempos, Hashem liderou e avançou milhares de planos de ataque terrorista contra civis israelenses e soldados das IDF”, disseram as forças de Israel, acrescentando que “sua eliminação constitui um golpe significativo na capacidade do Hezbollah de realizar operações terroristas contra civis israelenses e de gerenciar o combate contínuo contra soldados da IDF no sul do Líbano”.

Líbano, a outra frente da guerra ao Irã

O Líbano foi arrastado para a guerra que abala o Oriente Médio há mais de quatro semanas, virando uma de suas múltiplas frentes, depois de o Hezbollah abrir fogo contra Israel em 2 de março numa retaliação à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei. Hashem é o comandante mais antigo do grupo a ser morto pelas forças israelenses desde o início do conflito.

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Israel intensificou os ataques à capital libanesa durante a noite, matando pelo menos nove pessoas e deixando outras 29 feridas, segundo o Ministério da Saúde do Líbano. A ofensiva desta quarta veio um dia após o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmar que as forças militares de seu país ocuparão partes do sul do Líbano assim que concluírem a guerra contra o Hezbollah. Foi a segunda vez que autoridades do governo Benjamin Netanyahu falaram em uma ocupação pós-conflito.

“Ao final da operação, as IDF (Forças de Defesa de Israel) se estabelecerão em uma zona de segurança dentro do Líbano, em uma linha defensiva contra os mísseis antitanque, e manterão o controle de segurança de toda a região até o rio Litani”, afirmou Katz em vídeo divulgado pelo seu gabinete.

O ministro acrescentou que centenas de milhares de libaneses deslocados serão impedidos de retornar até que a segurança no norte de Israel esteja garantida. Ele acrescentou que “todas as casas das localidades adjacentes à fronteira no Líbano serão demolidas seguindo o modelo de Rafah e Beit Hanoun, em Gaza”. As ordens de retirada emitidas pelo Exército israelense para a população libanesa já abrangem cerca de 15% do território nacional.

Desde o início da ofensiva, cerca de 1.200 libaneses morreram, entre eles 121 crianças, de acordo com o Unicef. Mais de 1 milhão de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, 20% da população total, um contingente que inclui 370 mil crianças.

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