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Joe Biden é acusado de assédio sexual por ex-funcionária

Tara Reade, ex-assistente do escritório de Biden quando ele era senador, já o havia denunciado por "toques inapropriados"; democrata nega acusações

Por Da Redação 13 abr 2020, 17h19 | Atualizado em 5 jun 2026, 10h34
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O ex-vice-presidente Joe Biden, candidato democrata às eleições presidenciais dos Estados Unidos deste ano, foi acusado de assédio sexual por uma ex-assistente de sua equipe no Senado, quando o político representava Delaware. Tara Reade já havia feito uma alegação de ‘toque inapropriado’ contra Biden no ano passado.

Reade trabalhou entre dezembro de 1992 e agosto de 1993 no gabinete de Biden no Senado, supervisionando estagiários. A ex-assistente disse ao jornal americano The New York Times que, em 1993, Biden a prendeu contra a parede, enfiou a mão sob suas roupas e a penetrou com os dedos.

Na quinta-feira 9, Reade fez uma denúncia à polícia de Washington, dizendo que foi vítima de assédio sexual em 1993, sem mencionar Biden pelo nome. A ex-assistente disse ao The Times que fez a denúncia formal para ter mais segurança contra possíveis ameaças – uma denúncia policial falsa é passível de multa e prisão.

Uma amiga disse que Reade contou os detalhes da alegação na época. Outra amiga e um irmão de Reade disseram que, ao longo dos anos, contou a eles sobre um incidente sexual traumático envolvendo Biden. Ela contou o episódio à mãe, que já faleceu. A ex-assistente disse que também apresentou uma queixa no Senado em 1993, mas não tinha cópia da documentação.

A gerente de campanha de Biden, Kate Bedingfield, disse que a acusação é falsa e que “absolutamente não aconteceu”. Além disso, ex-colegas de escritório de Reade disseram não se lembrar de comportamentos inadequados de Biden em relação a ela ou outras mulheres. Dois estagiários, que ela supervisionara na época, disseram desconhecer a alegação.

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No ano passado, Reade e outras sete mulheres acusaram Biden de comportamentos inapropriados – beijos, abraços ou toques que as deixaram incomodadas. Segundo ela, o ex-vice-presidente afagou seu pescoço, passou a mão em seu cabelo e a tocou de maneira que a deixou desconfortável.

A acusação de Reade ocorre em um momento crucial para Biden, segundo a agência The Associated Press. O ex-vice-presidente tenta unificar o Partido Democrata, depois que o senador Bernie Sanders saiu das primárias na semana passada e declarou-lhe apoio nesta segunda-feira.

A eleição de novembro será a primeira corrida presidencial da era #MeToo, movimento que estimulou as mulheres a denunciarem agressão sexual. As mulheres formam um grupo eleitoral crucial para os democratas e qualquer erosão do apoio a Biden pode prejudicar sua candidatura. Ao Times, Read disse que sua denúncia não é política e que a campanha do presidente Donald Trump não a encorajou de nenhuma maneira.

Trump também foi acusado de assédio e toque indesejado por inúmeras mulheres – denúncias que ele nega. Ele foi forçado a se desculpar durante a campanha de 2016, depois do vazamento de uma gravação em que se gaba de usar sua fama para assediar mulheres.

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