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Macron pressiona por reabertura do Estreito de Ormuz e alerta para risco de crise energética

Presidente francês cita impacto da guerra envolvendo o Irã, enquanto TotalEnergies vê ameaça de escassez global de energia nos próximos meses

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 abr 2026, 16h21
Macron pressiona por reabertura do Estreito de Ormuz e alerta para risco de crise energética Priorizar nos meus resultados Google

O presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou neste sábado (25) que está focado em esforços para reabrir o Estreito de Ormuz, um dia após o chefe da TotalEnergies alertar que a continuidade da guerra envolvendo o Irã pode levar o mundo a uma escassez de energia nos próximos meses.

Macron participou de uma conferência em Atenas ao lado do primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis. Durante o evento, ambos destacaram que o pânico gerado pela incerteza geopolítica pode, por si só, desencadear uma crise de abastecimento. “Nosso objetivo é alcançar uma reabertura completa nos próximos dias e semanas, em conformidade com o direito internacional, garantindo a liberdade de navegação sem pedágio no Estreito de Ormuz. Assim, as coisas poderão gradualmente voltar ao normal”, afirmou o presidente francês.

O CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, já havia pressionado na sexta-feira (24) pela reabertura da rota. A circulação pelo estreito, uma das principais vias de transporte global de petróleo, gás e outras mercadorias, como fertilizantes e produtos farmacêuticos, foi afetada pela escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Entre os fatores de tensão estão a apreensão de navios porta-contêineres por forças iranianas e o bloqueio de portos iranianos pelos EUA.

“Se isso durar mais dois ou três meses, entraremos em um mundo de escassez de energia, como os países asiáticos já sofreram”, afirmou Pouyanné durante a Conferência Mundial de Políticas, realizada em Chantilly, nos arredores de Paris. “Não se pode ter 20% do petróleo e gás do planeta inacessíveis sem consequências graves.”

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Macron também ressaltou o impacto global da crise, afirmando que os países estão sendo arrastados por uma dinâmica que foge ao controle. “Estamos todos no mesmo barco — e não foi uma escolha estar nele. Somos vítimas da geopolítica e dessa guerra que começou meses atrás”, declarou.

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