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Maior refinaria da Rússia interrompe operações após ataque de drone da Ucrânia

Ofensiva contra instalação em Omsk ocorre após dias de bombardeios recordes entre Moscou e Kiev

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 jul 2026, 18h50 | Atualizado em 8 jul 2026, 14h24
Maior refinaria da Rússia interrompe operações após ataque de drone da Ucrânia Priorizar nos meus resultados Google

A maior refinaria de petróleo da Rússia interrompeu operações de processamento nesta terça-feira, 7, após ser atingida por um ataque de drones ucranianos no dia anterior, segundo fontes do setor ouvidas pela agência de notícias Reuters. A paralisação da unidade de Omsk, na Sibéria, pode agravar a escassez de combustíveis no mercado russo.

O representante do presidente Vladimir Putin para a Sibéria, Anatoly Seryshev, confirmou que as instalações sofreram danos, mas afirmou que nenhum funcionário ficou ferido.

O complexo, controlado pela Gazprom Neft, é o maior produtor de gasolina da Rússia e processou cerca de 22 milhões de toneladas de petróleo em 2024 — aproximadamente 440 mil barris por dia. 

“As instalações da refinaria de Omsk foram danificadas em consequência do ataque de segunda-feira. A avaliação dos estragos está em andamento e os trabalhos de restauração já foram iniciados”, informou em comunicado, sem detalhar o impacto sobre a produção.

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Ataque atinge unidades estratégicas 

Segundo as fontes, a unidade de destilação CDU-10, responsável por cerca de 38% da capacidade da refinaria e capaz de processar 24.580 toneladas de petróleo por dia, foi atingida pelo incêndio provocado pelo ataque e ficou danificada.

Outra unidade de processamento primário, a CDU-11, também deixou de operar. Embora não tenha sido atingida diretamente, conexões essenciais para seu funcionamento foram afetadas. Com capacidade para processar outras 24 mil toneladas diárias — cerca de 37% da capacidade da planta —, a unidade poderá ser reativada em um prazo relativamente curto, segundo as fontes.

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A paralisação preocupa o setor energético russo. Dados da Bolsa Mercantil Internacional de São Petersburgo mostram que, desde esta terça-feira, a refinaria deixou de ofertar gasolina e diesel no mercado.

Escalada de ataques

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O ataque contra a refinaria de Omsk ocorre em meio à intensificação das ofensivas entre Rússia e Ucrânia, com Kiev ampliando os ataques contra a infraestrutura energética russa enquanto Moscou mantém uma campanha de bombardeios contra cidades ucranianas.

Na segunda-feira, 6, a Rússia lançou 351 drones e 68 mísseis contra Kiev, no segundo ataque de grande escala contra a capital ucraniana em menos de uma semana. A ofensiva matou ao menos 14 pessoas, deixou cerca de 60 feridos e atingiu quase 30 edifícios residenciais.

Um dos ataques abriu uma cratera em um prédio de vários andares, destruindo os pisos superiores da construção. Em Vyshneve, subúrbio de Kiev, autoridades ordenaram que moradores deixassem a área devido ao risco de munições não detonadas entre os escombros.

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Na semana passada, outro bombardeio russo havia deixado mais de 30 mortos na capital ucraniana — o ataque mais letal contra Kiev desde o início da guerra, segundo autoridades locais.

Diante da nova onda de ofensivas, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a pedir que os aliados aumentem o envio de sistemas de defesa aérea, especialmente equipamentos capazes de interceptar mísseis de longo alcance.

A guerra entre Rússia e Ucrânia ultrapassou a marca de 2 milhões de militares mortos ou feridos desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, segundo um estudo divulgado pelo Center for Strategic and International Studies (CSIS). O levantamento aponta que a maior parte das perdas foi registrada do lado russo. 

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