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Marco Rubio nega que EUA estejam tentando depor presidente de Cuba

'NYT' havia reportado que membros do governo Trump teriam solicitado que Havana destituísse Miguel Díaz-Canel e instalasse uma 'Delcy Rodríguez cubana'

Por Luiza Zubelli 19 mar 2026, 17h27 | Atualizado em 19 mar 2026, 17h49
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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou, na terça-feira 17, que o governo americano tenha tentado pressionar Cuba a depor seu atual presidente, Miguel Díaz-Canel. Por meio de uma publicação na rede social X (ex-Twitter), o chefe da diplomacia dos Estados Unidos classificou a informação, que consta em uma reportagem do jornal The New York Times, como “falsa”. Segundo ele, a matéria se baseou em relatos de fontes “charlatãs e mentirosas”.

A publicação afirma, com base em informações de autoridades com conhecimento do assunto, que membros do governo do presidente Donald Trump teriam solicitado a Havana a destituição de Díaz-Canel sem a intenção de derrubar totalmente o regime comunista na ilha – aos moldes do que fez na Venezuela pós-Nicolás Maduro. Segundo o jornal, a Casa Branca vê o líder cubano como “linha-dura”, resistente a mudanças estruturais e negociações.

Após Venezuela, Cuba vira alvo

Rubio, ex-senador cubano-americano com um histórico de oposição ao regime instaurado em 1959 por Fidel Castro na ilha, afirmou recentemente que Cuba precisaria adotar medidas mais “drásticas” se quisesse afastar a ameaça americana. A declaração ocorreu em um momento de vulnerabilidade do país, que enfrentou um apagão nacional no início desta semana e sofre com uma crise econômica agravada pela interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano.

Essa interrupção é consequência direta das ações militares americanas na região: em janeiro, forças dos Estados Unidos invadiram Caracas, capital da Venezuela, e capturaram o ex-ditador Nicolás Maduro, levando-o para Nova York para responder a acusações relacionadas a narcotráfico. Desde então, o fluxo de combustível de Caracas, que supria metade das necessidades de Cuba, foi forçadamente interrompido.

Trump afirmou estar interessado em um acordo entre Havana e Washington, mas também já chegou a se gabar da possibilidade de assumir o controle da ilha, alegando que o país caribenho está enfraquecido. A estratégia atual do republicano, aplicada também à Venezuela e ao Irã — que sofre ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel desde 28 de fevereiro —, não visa necessariamente a derrubada imediata de governos “adversários”, mas sim uma “obediência forçada”, segundo analistas.

Um exemplo dessa política é a relação de Trump com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Após ameaças de violência, o ocupante do Salão Oval expressou satisfação com a conduta da chavista pragmática, que passou a garantir tratamento preferencial para empresas petrolíferas americanas.

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