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Milei quer adotar modelo ‘shutdown’ dos EUA para suspender gastos públicos na Argentina

Projeto prevê paralisação parcial do governo caso Orçamento não seja aprovado pelo Congresso dentro do prazo

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 jul 2026, 16h11 | Atualizado em 8 jul 2026, 16h27
Milei quer adotar modelo ‘shutdown’ dos EUA para suspender gastos públicos na Argentina Priorizar nos meus resultados Google

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou na terça-feira, 7, que pretende enviar ao Congresso um projeto de lei para criar um mecanismo de paralisação parcial da administração pública inspirado no sistema de shutdown dos Estados Unidos.

A proposta prevê que, caso o Legislativo não aprove o Orçamento dentro do prazo ou deixe de autorizar temporariamente os gastos do governo, o Poder Executivo deve ficar impedido de realizar novos gastos, mantendo apenas os serviços considerados essenciais, como segurança pública e atendimentos na área da saúde.

Segundo Milei, a medida faz parte de um pacote de reformas voltado ao controle das despesas públicas e à preservação do superávit fiscal, eixo central de sua política econômica.

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Na Argentina, a legislação atual não permite a interrupção das atividades do Estado por falta de um novo Orçamento. Caso o Congresso não aprove a lei orçamentária, a anterior permanece em vigor. 

Além da proposta de shutdown, o presidente anunciou outras mudanças econômicas e institucionais. Entre elas, está uma reforma o estatuto do Banco Central do país para ampliar sua “independência” do poder político e proibir o financiamento do Tesouro por meio da emissão de moeda.

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Milei também pretende realizar modificações na legislação do mercado de capitais, flexibilizar regras do setor de seguros e reformar o regime fiscal.

“É um conjunto de reformas que vêm para reparar 91 anos de golpes políticos contra os argentinos de bem”, disse Milei.

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O anúncio ocorre um dia após o governo apresentar seu plano financeiro para este ano e o próximo. As medidas também marcam uma tentativa de o governo retomar a agenda de reformas após meses de desgaste político provocado pela crise envolvendo o ex-chefe de Gabinete, Manuel Adorni, que deixou o cargo no mês passado, em meio uma investigação por corrupção.

Na terça-feira, Milei reuniu o ministro da Economia, Luis Caputo, o ministro da Desregulamentação, Federico Sturzenegger, e o presidente do Banco Central, Santiago Bausili, em Quinta Presidencial de Olivos, a residência oficial do presidente da Argentina, para discutir os projetos.

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