Oferta Dia dos Pais: Receba 4 Revistas em casa por 32,90

Ousadia do roubo no Louvre machucou o orgulho francês

Em meio à tormenta, Macron faz o possível para recuperar prestígio antes da eleição de 2027

Por Flávio Monteiro 24 dez 2025, 06h00 | Atualizado em 24 dez 2025, 09h45
Ousadia do roubo no Louvre machucou o orgulho francês Priorizar nos meus resultados Google

Os corredores do Louvre, geralmente lotados, ainda estavam meio vazios naquele começo da manhã de sexta-feira, 19 de setembro — dia que passaria para a história como um dos mais vexaminosos para o museu mais visitado do mundo. Em não mais do que sete minutos, ladrões promoveram uma invasão cinematográfica da Galeria de Apolo, famosa sala que abriga um acervo de joias da coroa francesa. No total, oito peças foram roubadas — seriam nove, mas, na pressa, os criminosos deixaram para trás a coroa da imperatriz Eugênia — em plena luz do dia, com a ajuda de equipamentos básicos. Dois dos larápios subiram até uma janela da galeria, situada no primeiro andar, usando a escada e a plataforma de elevação de carga de um caminhão de mudança roubado dias antes. Quebraram o vidro, entraram e, com uma serra elétrica portátil, cortaram duas vitrines e retiraram joias cravejadas de diamantes e esmeraldas, antes de descer pelo mesmo caminho e fugir em motocicletas conduzidas por dois cúmplices. Todos os quatro envolvidos estão presos, aguardando julgamento, mas os objetos surrupiados, de valor incalculável, não foram recuperados.

A ousadia do ato machucou o orgulho francês e deixou a população indignada com a falta de segurança de um dos maiores símbolos da França. O roubo do século, como foi chamado, complicou ainda mais um ano dificílimo para o combalido governo de Emmanuel Macron. Enquanto tenta se projetar como um líder global, o presidente vê a situação em casa se deteriorar devido à instabilidade causada por uma crise política que se arrasta: o Parlamento está dividido em três alas que não se suportam, decisões — como a aprovação de um orçamento que contenha a galopante dívida pública — são adiadas e primeiros-­ministros (cinco em dois anos) não se sustentam no cargo. Até a reforma da Previdência, conseguida a duras penas, acabou adiada. Em meio à tormenta, Macron faz o possível para recuperar prestígio antes da eleição de 2027 — as pesquisas apontam que, se o pleito fosse neste momento, a vitória seria da extrema direita. Para o gaulês, só falta mesmo o céu lhe cair sobre a cabeça.

Publicado em VEJA de 24 de dezembro de 2025, edição nº 2976

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
OFERTA RELÂMPAGO

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 29,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).