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Paraguai: jovem é morto com tiro na cabeça após protestos

Senadora diz que a polícia teria tentado impedir a entrada dos carros de bombeiros no Congresso, incendiado por manifestantes

Por Da redação 1 abr 2017, 10h48 | Atualizado em 4 jul 2026, 12h49
Paraguai: jovem é morto com tiro na cabeça após protestos Priorize VEJA no Google

Um jovem morreu após ser baleado com uma bala de borracha na cabeça pela polícia na sede do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), em Assunção, após os protestos de sexta-feira à noite. Segundo o presidente do partido, Efraín Alegre, a polícia invadiu “de forma bárbara” o prédio e disparou contra as pessoas que estavam no interior.

De acordo com o jornal paraguaio ABC, o jovem morto é Rodrigo Quintana, presidente da Juventude Liberal paraguaia. Relatos de testemunhas indicam que os policiais invadiram a sede procurando por Efraín Alegre, mas abriram fogo contra todas as pessoas no local. Rodrigo foi transferido para um hospital, mas acabou falecendo.

A polícia emitiu um comunicado afirmando que está investigando a morte, já que existem suspeitas de que o assassinato “foi cometido por um agente policial”. “Garantimos que chegaremos a um total esclarecimento do ocorrido e os responsáveis serão colocados à disposição da Justiça”, diz o anúncio.

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Protestos – Várias centenas de pessoas protestaram na frente do Congresso e colocaram fogo nas portas no prédio na noite de sexta. Jovens que tentavam invadir o local ficaram gravemente feridos. Segundo a imprensa local, 211 manifestantes foram detidos.

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Os protestos começaram depois que um grupo de 25 senadores aprovou um projeto para habilitar a reeleição presidencial em uma reunião convocada de surpresa. O encontro a portas fechadas contou a presença de governistas e aliados do governo. A decisão foi tomada sem a presença de diversos legisladores e do presidente do Senado, Roberto Acevedo.

Os bombeiros demoraram a chegar ao local para apagar o fogo. Segundo relatou a senadora Desiree Masi ao jornal Folha de S.Paulo, a polícia teria tentado impedir a entrada dos carros de bombeiros no Congresso. “Os policiais não atuaram para proteger os senadores que estavam lá dentro, vigiando para que nossa Constituição não fosse descumprida. Ficaram ali, de braços caídos, e impedindo a entrada dos hidrantes”, disse.

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Desiree não estava entre os senadores que aprovaram a emenda para reeleição. Segundo ela, a reunião foi “completamente irregular e secreta” e seu partido, o Democrático Progressista, deve se reunir ainda nesse sábado para definir os próximos passos.

A atual Constituição paraguaia proíbe a reeleição presidencial. Após ser confirmada pela Câmara dos Deputados, a emenda ainda será submetida a um referendo nacional, no prazo de três meses, convocado pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral.

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O projeto beneficiará o ex-presidente Fernando Lugo, que poderá concorrer nas eleições de 2018, e o atual presidente do Paraguai, Horacio Cartes. Os senadores que aprovaram a medida eram membros do partido de Lugo, o Frente Guasú, e do Partido Colorado, de Cartes.

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