Primeiro caso de Ebola em área urbana é confirmado no Congo
O caso confirmado em Mbandaka, cidade com mais de 300 mil habitantes, aumenta o risco de contaminação e coloca o surto em uma nova fase
O surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) entrou em uma nova fase depois da confirmação de um caso em área urbana, informou o ministro da Saúde, Oly Ilunga Kalenga. Até o momento, os casos haviam sido registrados apenas em áreas rurais, onde o controle da contaminação é considerado mais fácil.
“Com a confirmação de um caso positivo de #Ebola em Mbandaka, estamos avançando para uma nova fase da epidemia e estamos colocando todos os meios em vigor para uma resposta rápida e eficaz”, afirmou o ministro pelo Twitter.
https://twitter.com/OlyIlunga/status/996858410011373568
Mbandaka é uma cidade localizada a noroeste do país, às margens do Rio Congo. Ela está muito próxima da Província de Equateur, com mais de 1 milhão de habitantes, gerando preocupação de que a doença se espalhe para uma área densamente povoada. Além disso, a cidade é próxima das fronteiras com a República do Congo e a República Centro Africana.
Já foram confirmados 44 casos de contaminação por Ebola, nesta nova epidemia, e 23 pessoas já morreram na RDC. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 393 pessoas identificadas como os contatos de pacientes com Ebola estão sendo monitoradas.
O Ebola é uma doença que causa hemorragias internas e é fatal em 50% dos casos. Até o momento, todos os casos foram registrados na zona rural de Bikoro, a 150 quilômetros de Mbandaka, onde é mais simples a criação de zonas de isolamento. A chegada da doença à cidade preocupa devido à facilidade de contaminação.
O vírus do Ebola se espalha por meio de contato com fluídos ou compartilhamento de objetos com pessoas contaminadas. A proximidade da cidade com o rio e seu uso como rota de transporte agravam a situação. Outra preocupação é de que o vírus chegue aos países vizinhos.
“Este é um desenvolvimento preocupante, mas agora temos ferramentas melhores do que nunca para combater o Ebola”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS à rede de televisão americana CNN. “A OMS e nossos parceiros estão tomando medidas decisivas para impedir a disseminação do vírus”.
A OMS recebeu autorização do governo congolês para importar e aplicar uma vacina experimental. As 4.000 primeiras doses foram enviadas para o país na quarta-feira (16). Mais uma carga de 4.000 doses deve chegar à RDC dentro de alguns dias, informou o porta-voz do órgão Tarik Jasarevic.
A vacina, desenvolvida pela Merck, ainda não está licenciada, mas se provou efetiva durante testes limitados no oeste da África durante o maior surto já registrado de Ebola, que matou 11.300 pessoas no Guiné, Libéria e Serra Leoa entre 2014 e 2016.
(Com Reuters)






![[RELAMPAGO] PAYWALL (728 x 90 px) Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.](https://beta-develop.veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-728-x-90-px.gif?quality=70&strip=info)
![[RELAMPAGO] PAYWALL - 328x79 Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito](https://beta-develop.veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-328x79-1.gif?quality=70&strip=info)