Rede elétrica de Cuba entra em colapso e gera novo apagão
Ilha fica totalmente no escuro pela quinta vez no ano devido a um embargo dos EUA que turbinou escassez de combustível
Cuba sofreu, no domingo 2, um novo apagão nacional em sua rede elétrica, informou a empresa estatal de energia da ilha, afetada pela escassez de combustível devido ao bloqueio petrolífero dos Estados Unidos.
A União Elétrica de Cuba (UNE) anunciou no X (ex-Twitter) uma “desconexão total” do sistema elétrico nacional, o que voltou a deixar o país no escuro. O governo anunciou posteriormente que foram adotadas medidas para restabelecer o serviço de energia elétrica.
A ilha tem sofrido cortes persistentes devido ao envelhecimento de suas usinas e a um embargo energético dos Estados Unidos, uma medida que interrompeu as entregas regulares de combustível, necessário para abastecer as centrais elétricas.
Vida no escuro
Este é o mais recente de uma série de colapsos totais da rede elétrica. Apenas 24 horas antes, cinco das 15 províncias do país ficaram sem energia.
Desde o início de 2026, Cuba sofreu cinco apagões nacionais, três deles em julho, em um intervalo de 10 dias. Desde o final de 2024, foram 11 apagões em todo o país.
Havana atribui o grave estado de sua rede elétrica às medidas punitivas de Washington, enquanto o governo americano insiste que a responsabilidade é do governo cubano e da má gestão da economia.
As sete usinas termelétricas que constituem a base do sistema elétrico cubano, com mais de 40 anos de operação, sofrem avarias constantes ou precisam ser desligadas para manutenção.
Pressão americana
Cuba enfrenta há anos uma profunda crise, mas o cenário foi agravado por sanções ainda mais intensas de Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adota uma política de máxima pressão contra o país caribenho, que tem 9,4 milhões de habitantes.
Ao embargo econômico em vigor desde 1962, Trump acrescentou, em janeiro, um bloqueio de fato ao setor petrolífero e uma série de sanções adicionais contra empresas e dirigentes cubanos, o que levou a economia da ilha à beira do colapso — além dos sucessivos apagões, há escassez de alimentos, combustíveis, água potável e medicamentos.
Trump sustenta que Cuba, situada a cerca de 150 km da costa da Flórida, representa “uma ameaça extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos e já ameaçou, em várias ocasiões, “assumir o controle” do país. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, acusou no domingo Washington de tentar “se apropriar do país” por meio do que classificou como uma “política genocida”.







