Oferta hexa: Assine por apenas 7,99

Reino Unido: vento de Brexit no ar

A população, farta das idas e vindas do processo, deu um recado claríssimo nas urnas: vamos acabar com a palhaçada, sair logo da UE e seguir adiante

Por Lizia Bydlowski 27 dez 2019, 06h00 | Atualizado em 4 jun 2024, 14h42
Reino Unido: vento de Brexit no ar Priorizar nos meus resultados Google

Descabelado, desengonçado, levado pouco a sério, o conservador Boris Johnson meteu-se em trapalhadas assim que se tornou primeiro-ministro britânico, em julho. Perdeu votações no Parlamento, perdeu ações na Justiça e perdeu tempo tentando arrancar concessões de todas as partes. Até conseguir antecipar a eleição — e ganhá-la de lavada. O Partido Conservador entra em 2020 com uma maioria de mais de oitenta parlamentares, a mais ampla desde a época de Margaret Thatcher. Líder dos trabalhistas, o “vermelho” Jeremy Corbyn, intragável para boa parcela dos britânicos, anunciou que deixará o cargo. Boris, como todo mundo chama o loiro vencedor, fez campanha de uma nota só: concretizar o Brexit, a dolorosa saída do Reino Unido da União Europeia, que desde o plebiscito de sua aprovação, em 2016, não ata nem desata, patinando na lama das desavenças políticas internas.

A população, farta das idas e vindas do processo, das sucessivas ameaças de convocação de um novo referendo e da paralisação nacional desde que o assunto entrou em pauta, deu um recado claríssimo nas urnas: vamos acabar com a palhaçada, sair logo da UE e seguir adiante. “Nós demolimos as barreiras e pusemos um fim nas obstruções”, celebrou o primeiro-ministro, um brexiter de carteirinha. Ninguém sabe direito o que vai acontecer depois. Inúmeras empresas mudaram sua sede para outros países, a população estoca vinho, foie gras e demais artigos há meses e a burocracia da separação será monumental, sem falar nas esperadas perdas econômicas de parte a parte. Mas quem é a favor considera que, fora da UE, o Reino Unido será capaz de firmar acordos comerciais mais vantajosos e controlar sua fronteira (leia-se: conter as levas de imigrantes). Se tudo transcorrer como deve — e no caso deste divórcio nunca se sabe —, o Brexit ocorrerá no dia previsto (após três adiamentos), 31 de janeiro de 2020. “Sem talvez ou porém”, garante Boris.

Publicado em VEJA de 1º de janeiro de 2020, edição nº 2667

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, e um jogador de camisa amarela comemorando. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuando sobre fundo verde escuroTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00) + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).