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Relatório da inteligência dos EUA aponta que China ganha vantagem com guerra no Irã

Segundo 'NYT', Pequim ganha força com vendas de armas e apoio energético a aliados enquanto Estados Unidos se desgastam no Oriente Médio

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 Maio 2026, 16h20 | Atualizado em 14 Maio 2026, 16h20
Relatório da inteligência dos EUA aponta que China ganha vantagem com guerra no Irã Priorizar nos meus resultados Google

Um relatório confidencial da inteligência americana concluiu que a China tem ampliado sua vantagem estratégica sobre os Estados Unidos em meio à guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro. A informação foi divulgada pelo jornal The Washington Post nesta quinta-feira, 14, com base em dois funcionários dos EUA que tiveram acesso ao documento. 

A avaliação foi elaborada nesta semana pela diretoria de inteligência do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas para o chefe do Estado-Maior, o general Dan Caine. O relatório utiliza a metodologia conhecida como “DIME”, que avalia o uso de instrumentos diplomáticos, informacionais, militares e econômicos por um Estado.

A análise apontou que Pequim aproveitou a crise no Oriente Médio para fortalecer sua influência internacional. A China vendeu armamentos a aliados dos EUA no Golfo Pérsico, que buscavam reforçar a defesa de bases militares e instalações petrolíferas diante dos ataques iranianos, de acordo com a reportagem. 

O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã também abriu espaço para a atuação chinesa. Com cerca de 20% do petróleo mundial passando pela rota marítima, diversos países enfrentaram dificuldades energéticas, e Pequim passou a oferecer apoio no fornecimento de combustível e tecnologia de energia renovável.

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O relatório ainda destaca que a guerra consumiu grandes quantidades de munições americanas, incluindo sistemas de defesa Patriot, interceptadores THAAD e mísseis Tomahawk. O desgaste preocupa aliados como Taiwan, Japão e Coreia do Sul, que temem a redução da capacidade militar dos Estados Unidos diante de um eventual confronto com a China na região.

O conflito também teria permitido à China reforçar sua narrativa pública contra Washington, classificando a guerra como “ilegal” e acusando os EUA de agir de forma unilateral.

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EUA negam vantagem

Questionado sobre o relatório, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse que “as declarações que afirmam que o equilíbrio global de poder mudou para qualquer outra nação que não seja os Estados Unidos da América são fundamentalmente falsas”.

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Já a porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, afirmou que os EUA “dizimaram as capacidades militares do regime iraniano em 38 dias e agora estão estrangulando o que resta de sua economia com um dos bloqueios navais mais bem-sucedidos da história”. Ela também reiterou que “as forças armadas dos Estados Unidos são a maior força de combate do mundo, com poder incomparável em exibição para o mundo inteiro ver”.

O relatório foi divulgado em um momento particularmente sensível, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, realiza uma viagem de dois dias à China. O republicano e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, abordaram vários assuntos espinhosos ao longo de uma reunião nesta quinta-feira em Pequim. Segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês, os dois “trocaram opiniões sobre importantes questões internacionais e regionais, como a situação no Oriente Médio, a crise na Ucrânia e a península coreana”.

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A declaração também apontou que os líderes concordaram em firmar uma “relação estratégica construtiva e estável entre a China e os EUA”, além de uma “estabilidade estratégica construtiva” com “competição moderada” para um “futuro promissor de paz”. “Xi Jinping enfatizou que a China está comprometida com o desenvolvimento estável, saudável e sustentável das relações sino-americanas”, acrescentou.

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