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Secretário de Defesa dos EUA ameaça ‘confronto’ e alerta Cuba contra compra de armas

Pete Hegseth afirmou que seria 'imprudente' o governo cubano buscar armamentos que ameacem o território americano

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 jun 2026, 15h02 | Atualizado em 10 jun 2026, 15h36
Secretário de Defesa dos EUA ameaça ‘confronto’ e alerta Cuba contra compra de armas Priorizar nos meus resultados Google

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, alertou nesta quarta-feira, 10, o governo de Cuba contra a aquisição de armas capazes de ameaçar o território americano ou a base naval de Guantánamo. A declaração, feita durante visita à instalação militar na ilha controlada por Washington, ocorre em meio a uma escalada da presença dos EUA no Caribe sob o governo Donald Trump.

“Seria imprudente para o governo de Cuba tentar adquirir ou obter acesso aos tipos de armas que poderiam atingir esta base ou o território americano”, afirmou Hegseth em discurso a militares destacados na Base Naval da Baía de Guantánamo.

O chefe do Pentágono não especificou quais armamentos motivaram o alerta nem indicou haver informações de inteligência sobre uma tentativa concreta de aquisição por parte de Havana. Ainda assim, a visita marca mais um gesto da crescente pressão exercida pela Casa Branca sobre o regime comunista cubano.

A ida de Hegseth à ilha foi precedida por uma série de movimentações incomuns de autoridades americanas. Há menos de duas semanas, o comandante do Comando Sul dos EUA, general Francis Donovan, esteve em Guantánamo e se reuniu com um oficial do alto escalão cubano na área de perímetro da base. Em maio, o diretor da CIA, John Ratcliffe, também realizou uma rara visita a Havana.

Ofensiva de Trump no Caribe

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A advertência a Cuba acontece meses após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em uma operação militar americana que surpreendeu aliados e adversários de Washington.

Segundo a agência de notícias Reuters, a ação foi planejada durante meses e contou com tropas de elite, apoio da CIA e um amplo aparato militar. Mais de 150 aeronaves, além de navios de guerra posicionados no Caribe, participaram da operação que resultou na prisão do aliado histórico de Havana.

Desde então, os Estados Unidos ampliaram sua presença militar na região. O Comando Sul intensificou operações contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico Oriental, incluindo ataques letais contra embarcações classificadas como ligadas ao tráfico de drogas.

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Base Naval de Guantánamo

A Base Naval da Baía de Guantánamo foi estabelecida pelos Estados Unidos em 1903, após um acordo firmado depois da Guerra Hispano-Americana. O governo cubano considera a presença americana no local uma ocupação ilegítima e reivindica há décadas a devolução do território.

Além de sua importância estratégica no Caribe, Guantánamo ganhou notoriedade internacional após os ataques de 11 de setembro de 2001, quando passou a abrigar a prisão militar criada para deter suspeitos de terrorismo capturados pelos Estados Unidos.

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