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Seguindo EUA, Guatemala inaugura embaixada em Jerusalém

Presidente guatemalteco diz ser Israel uma "chama de esperança"; soldados israelenses mataram 60 palestinos nos últimos dois dias

Por Da Redação 16 Maio 2018, 10h55 | Atualizado em 3 jul 2026, 21h22
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A Guatemala inaugurou sua embaixada em Jerusalém nesta quarta-feira, dois dias depois de os Estados Unidos terem transferido sua própria representação diplomática para a cidade. A decisão americana enfureceu os palestinos e provocou condenação internacional.

Tropas israelenses mataram 60 manifestantes palestinos na Faixa de Gaza, na segunda-feira, quando a abertura da embaixada americana elevou a tensão das manifestações anti-Israel.

O presidente da Guatemala, Jimmy Morales, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, compareceram à inauguração da nova sede nesta quarta-feira. “Não é uma coincidência que a Guatemala esteja abrindo sua embaixada em Jerusalém logo entre as primeiras. Vocês sempre estiveram entre os primeiros. Vocês foram o segundo país a reconhecer Israel”, disse Netanyahu na cerimônia, referindo-se à fundação de seu país em 1948.

“Há 70 anos, decidimos apoiar e ser amigos de Israel, e estamos demonstrando isso de novo hoje”, ressaltou Morales. Ele expressou sua admiração pelo país e exaltou o vínculo entre Guatemala, Israel e Estados Unidos. “São três amigos que demonstram sua amizade, coragem e lealdade”, disse.

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A decisão de Morales é criticada em sua terra natal, onde é vista como uma promessa paga aos Estados Unidos. Também tem sido relacionada pelos guatemaltecos à religião do presidente, que é evangélico.

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Os evangélicos, como o vice-presidente americano Mike Pence, teriam influenciado a decisão do presidente Donald Trump de reconhecer Jerusalém como a capital israelense. Segundo suas crenças, a reconstrução do templo judeu em Jerusalém deve facilitar o retorno de Cristo.

Confrontos e condenação internacional

Netanyahu esperava que vários países seguissem o exemplo americano. No entanto, apenas a Guatemala e o Paraguai demonstraram apoio. Assunção deve transferir sua representação diplomática de Tel Aviv para Jerusalém até o fim deste mês.

A determinação de Trump reverteu a linha da política externa dos Estados Unidos seguida por décadas, contrariando o mundo árabe e os aliados ocidentais. O status de Jerusalém é um dos maiores obstáculos para um acordo de paz entre Israel e os palestinos, que desejam ter como capital Jerusalém Oriental, capturada pelo Estado judeu na Guerra dos Seis Dias de 1967.

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Israel vê toda a cidade como sua capital. O governo Trump disse que as fronteiras definitivas da metrópole devem ser decididas pelas duas partes.

A comunidade internacional não reconhece a soberania israelense sobre a totalidade do território e afirma que seu status final deve ser determinado em negociações de paz.

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No dia em que Washington abriu sua embaixada em Jerusalém, soldados de Israel mataram 60 palestinos que protestavam em Gaza. Esse foi o dia mais mortífero no enclave comandado pelo grupo islâmico Hamas desde o conflito de 2014.

Líderes palestinos dizem que, ao mudar sua embaixada, os Estados Unidos criaram incitamento e instabilidade na região e abdicaram de seu papel como mediadores da paz.

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(Com AFP e Reuters)

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