Taiwan testará realocação de fábricas de armas e conversão civil-militar em agosto, durante exercícios Han Kuang, simulando ataques chineses. O objetivo é manter a produção sob pressão e treinar Forças Armadas para combater invasão. Haverá também testes de comunicação com internet reduzida.
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O Ministério da Defesa de Taiwan afirmou, nesta terça-feira, 28, que a pequena nação insular vai testar a realocação de linhas de produção de armas e a conversão de fábricas civis para o uso militar no começo do mês de agosto. O objetivo é manter as indústrias em funcionamento mesmo se possíveis ataques chineses atingirem os centros de produção, em um momento em que a China intensifica a atividade militar marítima nos entornos do país.
O teste vai acontecer nos dias 5 a 14 de agosto, durante os exercícios militares anuais de Han Kuang. O Exército taiwanês simulará uma situação em que a China usa exercícios militares de rotina para esconder os preparativos para uma invasão total. A ideia é treinar as Forças Armadas da ilha para estarem prontas para combater os ataques chineses de forma rápida e ágil. Durante os dez dias de exercícios militares, Taiwan também vai diminuir a velocidade da internet móvel para entender como os cidadãos se comunicariam em um possível cenário desastre ou até mesmo de guerra com a China.
O chefe da Divisão de Operações Conjuntas, major-general Lu Wen-yuan, afirmou que os exercícios militares partem do pressuposto de que “as forças chinesas usam exercícios militares conjuntos anuais de rotina como cobertura para treinamento de desembarque em larga escala, ocultando planos para atacar Taiwan enquanto concluem os preparativos finais para o ataque”.
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Possíveis ataques marítimos
A China reivindica Taiwan como parte integral de seu território e por várias vezes deixou em aberto a possibilidade de tomar o controle da ilha à força. Embora a relação entre as partes sempre tenha sido carregada de certa tensão, isso piorou em 2016, quando o Partido Progressista Democrático (DPP) assumiu o poder na ilha.
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As simulações ocorrem num momento em que a ilha monitora a intensificação das atividades militares marítimas chinesas ao redor do arquipélago. A preocupação de Taipei é que Pequim aumente a pressão na costa e ameace rotas de abastecimento vitais para Taiwan. Por esse motivo, os exercícios militares também têm o objetivo de testar a capacidade taiwanesa de manter os trajetos marítimos abertos e preservar o transporte de mantimentos vitais para a ilha.
A embaixada dos Estados Unidos em Taiwan publicou, nesta terça-feira, um comunicado nas redes sociais reiterando a cooperação entre as guardas costeiras americanas e taiwanesas para manter a segurança marítima da região. “Os Estados Unidos apoiam as importantes contribuições de Taiwan em questões globais, incluindo o intercâmbio de informações sobre a aplicação da lei marítima e a cooperação internacional”, diz a nota.
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